Belém apura suspeita de intoxicação por metanol após compra de uísque
Homem relata mal-estar após consumir bebida comprada em supermercado. Sesma recolhe garrafas e aguarda análise do Lacen para confirmar presença de metanol
10/12/2025 10h24 – Atualizado há 1h
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A Prefeitura de Belém, por meio da Sesma, apura um caso suspeito de intoxicação por metanol após um homem relatar mal-estar intenso ao consumir um uísque comprado em um supermercado no centro da cidade. Segundo o paciente, que procurou atendimento em um hospital particular, os primeiros exames não detectaram substâncias tóxicas. No entanto, um novo teste feito em laboratório particular teria apontado a presença de metanol no sangue.
A Sesma recolheu as garrafas e as enviou ao Lacen, que será responsável por confirmar se houve adulteração. A Sespa informou que ainda não recebeu notificação oficial. O supermercado responsável pelas vendas disse ter recolhido os produtos e acionado os protocolos de rastreamento junto ao fornecedor.
O metanol é altamente tóxico e pode causar danos graves, incluindo cegueira, insuficiências de órgãos e até morte. Por isso, a Sesma reforça que qualquer suspeita de adulteração deve ser comunicada imediatamente. A Unimed Belém abriu apuração interna sobre o atendimento prestado ao paciente, enquanto o laboratório citado pelo consumidor afirmou que não pode comentar o caso.
O episódio reacende o alerta sobre bebidas adulteradas e reforça a importância do controle sanitário, especialmente na proximidade das festas de fim de ano, quando aumenta o consumo de produtos alcoólicos. A Sesma aguarda o laudo técnico para confirmar a presença ou não de metanol, etapa essencial para determinar os próximos passos da investigação.
A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) investiga um possível caso de intoxicação por metanol após um homem relatar mal-estar ao consumir um uísque comprado em um supermercado da capital, no início de novembro. As garrafas suspeitas foram recolhidas pela Vigilância Sanitária e encaminhadas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen) para análise, nesta terça-feira (9).
O consumidor relatou que, após ingerir a bebida, acordou passando mal, com dor de cabeça intensa, e procurou atendimento em um hospital particular. Segundo ele, exames iniciais de sangue e urina não identificaram metanol, mas um teste posterior realizado em um laboratório particular teria apontado resultado positivo para o álcool tóxico.
O metanol é uma substância utilizada na indústria química e altamente perigosa quando ingerida. No organismo, seu metabolismo produz compostos capazes de provocar cegueira, danos neurológicos, insuficiências renal e pulmonar, além de risco de morte. Os efeitos podem surgir horas após a ingestão.
Em nota, a Sesma informou que acompanha o caso e aguarda o laudo do Lacen, que determinará se o uísque continha ou não substâncias adulteradas. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) declarou que ainda não recebeu notificação formal sobre o episódio.
O supermercado Mais Barato, onde a bebida foi comprada, afirmou ter recolhido os lotes das prateleiras e acionado protocolos internos de verificação junto ao fornecedor, deixando o material à disposição das autoridades sanitárias.
Já o laboratório Paulo Azevedo, citado pelo consumidor, disse que não está autorizado a divulgar informações sobre resultados de exames. A Unimed Belém, responsável pelo hospital onde ocorreu o primeiro atendimento, informou que abriu apuração interna para revisar as condutas adotadas.
O uísque foi adquirido no dia 5 de novembro e, segundo o relato do paciente, os primeiros sintomas surgiram no dia seguinte. Até a liberação do laudo oficial, a Sesma orienta a população a ficar atenta a alterações de cheiro, cor e lacre em bebidas alcoólicas e reforça que casos suspeitos devem ser denunciados imediatamente ao órgão.
FONTE: G1
