Veleiro da família Schürmann chega a Belém para ação climática
Em missão global pelos oceanos, família Schürmann aporta em Belém com programação gratuita na Casa das Onze Janelas até 22 de novembro
04/11/2025 11h38 – Atualizado há 11 horas
Bruno Cecim / Ag.Pará
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Belém virou porto de chegada para uma das iniciativas ambientais mais emocionantes do planeta. O veleiro da família Schürmann, que navegou os mares levando a mensagem de defesa dos oceanos, atracou na Casa das Onze Janelas e abre as portas para o público até 22 de novembro.
A ação faz parte do projeto Vozes do Oceano, reconhecido globalmente, e reúne arte, ciência, música, debates e tecnologia para provocar uma reflexão urgente: salvar o oceano também é salvar a Amazônia.
A iniciativa tem apoio do Governo do Pará e do Programa da ONU para o Meio Ambiente. Para a secretária Ursula Vidal, é um momento histórico que traz a arte para o centro da discussão climática. Já David Schürmann reforça que o espaço foi pensado para ser aberto e inclusivo — um convite para que a cidade viva o clima da COP30.
A capital paraense ganhou, neste domingo (2), um visitante especial que conecta a Amazônia ao mundo: o veleiro Kat, da família Schürmann, atracou na Casa das Onze Janelas para uma programação cultural e ambiental gratuita até 22 de novembro. A chegada marca a etapa amazônica do Projeto Vozes do Oceano, iniciativa global que une arte, ciência e ativismo para defender os mares e ampliar o debate climático — agora em sintonia com as discussões da COP30.
A embarcação, símbolo das expedições da família, estará aberta à visitação a partir de quarta-feira (5), com acesso em grupos e horários definidos. A temporada contará com exibições, debates, projeções, shows, instalações artísticas e oficinas que conectam a floresta às águas salgadas, reforçando a ideia de que o clima é um sistema único e interdependente.
Segundo a secretária de Cultura do Pará, Ursula Vidal, a ocupação representa um chamado urgente: a Amazônia também é oceano. Ela destaca que a programação estimula reflexão sobre a justiça climática e a proteção de áreas sensíveis como os manguezais amazônicos, essenciais para o ciclo da vida marinha.
Para David Schürmann, CEO do Instituto Voz dos Oceanos, o objetivo é democratizar o acesso: o espaço foi planejado para acolher toda a cidade, com ações gratuitas e interativas que permitem “sentir o oceano”, inclusive por meio de experiências imersivas e videomapping na fachada do museu.
Artistas paraenses, incluindo Roberta Carvalho e Luiz Braga, assinam intervenções e exposições exclusivas para o projeto, ampliando o diálogo entre tradições locais, estética e urgência climática. No total, 50 instituições — entre pesquisadores, ativistas, setor público e iniciativa privada — participam da programação.
A chegada dos Schürmann a Belém ocorre no fim da primeira volta ao mundo pela causa oceânica, reforçando a mensagem central do projeto: proteger mares e rios é também proteger a Amazônia e o futuro do planeta.
FONTE: Agência Pará
