Agência retira do mercado azeite de origem desconhecida, sal com iodo insuficiente e chá com propaganda enganosa. Empresas não se manifestaram.
22/10/2025 09h19 – Atualizado há 9 horas
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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A Anvisa emitiu um alerta importante para consumidores. Foram proibidos a comercialização e o consumo do azeite Ouro Negro, de origem desconhecida, de lotes do sal Kinino, com teor de iodo abaixo do permitido, e do chamado Chá do Milagre, que tinha composição desconhecida e propaganda enganosa. Confira os detalhes na matéria e verifique se você possui algum desses produtos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (20), a apreensão e a interdição da comercialização de uma série de produtos considerados irregulares. As medidas atingem um lote de azeite extravirgem, 13 lotes de um sal específico e um chá milagroso, todos com problemas distintos que representam riscos à saúde do consumidor.
O azeite extravirgem da marca Ouro Negro foi totalmente proibido, com a Anvisa determinando a apreensão e vetando sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e o consumo. Segundo a agência, o produto foi denunciado por ter origem desconhecida e foi desclassificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A Anvisa apontou ainda que a empresa importadora indicada no rótulo, a Intralogística Distribuidora Concept Ltda., tem o CNPJ suspenso na Receita Federal.
Em outra ação, a Anvisa determinou a suspensão de 13 lotes do Sal do Himalaia Moído 500g, da marca Kinino, com validade até março de 2027. A decisão foi tomada após um recolhimento voluntário feito pela própria fabricante, H.L. do Brasil Indústria e Comércio. Análises do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, constataram que o produto apresenta teor de iodo abaixo do permitido pela legislação brasileira. A iodação do sal é uma medida de saúde pública obrigatória no país, crucial para a prevenção de distúrbios por deficiência de iodo, como problemas na tireoide e complicações no desenvolvimento fetal.
A Anvisa também ordenou a retirada de circulação do chamado “Chá do Milagre” (também conhecido como “Pó do Milagre” ou “Pozinho do Milagre”). A proibição foi baseada no fato de que a composição e a classificação do produto são completamente desconhecidas, impossibilitando qualquer avaliação sobre sua segurança. Além disso, a agência identificou outra irregularidade: a divulgação do chá nas redes sociais (Facebook e Instagram) atribuía a ele fins medicinais não comprovados. As publicidades associaram o produto a benefícios como emagrecimento, tratamento de ansiedade e insônia, prevenção de câncer e estímulo sexual. A legislação brasileira não permite esse tipo de alegação terapêutica para alimentos e chás.
Consumidores que possuem qualquer um dos produtos listados devem interromper imediatamente o uso e, se possível, devolvê-los ao local decompra.
FONTE: Agência Brasil
