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Portal Ilha de Mosqueiro > Blog > Saúde > Automedicação atinge 77% dos brasileiros, aponta pesquisa
Saúde

Automedicação atinge 77% dos brasileiros, aponta pesquisa

admin
Ultima atualização: 31 de outubro de 2025 22:08
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Pesquisa do Conselho Federal de Farmácia revela que 77% dos brasileiros se automedicam. Prática pode causar intoxicações e agravar doenças.

Portal Belém – Antonia Ribeiro

31/10/2025 15h21 – Atualizado há 3 horas

Automedicação atinge 77% dos brasileiros, aponta pesquisa

Foto: Divulgação

Clique aqui para Ler o Resumo

Pesquisa do Conselho Federal de Farmácia revela que 77% dos brasileiros se automedicam. Prática comum de tomar remédios sem prescrição médica pode causar intoxicações, agravar doenças e até levar à morte. Médica Bárbara de Alencar alerta que automedicação mascara sintomas e dificulta diagnósticos. OMS estima que 50% dos medicamentos são usados incorretamente no mundo. Riscos incluem interações medicamentosas e aumento da resistência a antibióticos. Especialista reforça importância da orientação médica antes de qualquer tratamento. Educação em saúde é fundamental para reduzir prática perigosa.

O hábito de tomar remédios por conta própria, sem orientação médica, continua sendo uma realidade para a maioria dos brasileiros. Dados do Conselho Federal de Farmácia revelam que 77% da população admite já ter se automedicado. A prática, no entanto, pode levar a intoxicações, agravar doenças e até mesmo causar a morte.

A automedicação costuma ser banalizada no dia a dia, com pessoas tomando um analgésico para uma dor de cabeça, um antibiótico por conta própria ou usando sobras de medicamentos de tratamentos antigos. Em escala global, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou utilizados de forma inadequada.

Segundo a médica clínica Bárbara de Alencar, da Hapvida, a automedicação oferece uma falsa sensação de segurança. Ela explica que o uso de remédios sem prescrição pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico correto, provocar reações adversas graves e comprometer a eficácia de tratamentos futuros.

A médica alerta que muitos pacientes acreditam não haver riscos por já terem usado um medicamento no passado ou por ele ser vendido sem prescrição, mas isso é um engano perigoso.

Entre os principais perigos estão as interações medicamentosas, que ocorrem quando remédios são combinados sem critério, e os casos de intoxicação. Outro risco grave é o uso incorreto de antibióticos, que contribui para o aumento da resistência antimicrobiana, um problema global que ocorre quando as bactérias se tornam resistentes aos tratamentos disponíveis.

Bárbara relata que já atendeu pacientes que se automedicavam por dias, pensando estar controlando um problema simples, quando na verdade estavam agravando um quadro infeccioso ou encobrindo sintomas de uma doença mais séria. Ela destaca que o diagnóstico precoce é essencial para a recuperação e só é possível quando a pessoa procura atendimento médico logo nos primeiros sinais.

A especialista reforça que a educação em saúde é uma das principais estratégias para reduzir a automedicação. A população precisa entender que o uso racional de medicamentos salva vidas, mas o uso indiscriminado pode tirar. Nenhum medicamento é isento de riscos, e antes de qualquer automedicação, o melhor remédio é sempre a orientação médica.

Por Portal Belém com redação de Antonia Ribeiro.

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