Parceria permitirá produção nacional de vacina para proteger bebês e gestantes. Primeiras doses chegam em novembro. Butantan também produzirá remédio para esclerose múltipla.
11/09/2025 09h27 – Atualizado há 23 horas
Foto: Tony Winston/ Agência Brasil
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O Ministério da Saúde anunciou parceria entre Butantan e Pfizer para produção nacional da vacina contra o VSR, vírus que causa infecções respiratórias graves em bebês. A vacina, para gestantes a partir da 28ª semana, chega em novembro pelo SUS e pode prevenir 28 mil internações por ano. O Butantan também produzirá medicamento para esclerose múltipla em nova parceria com a Sandoz.
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (10) uma parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a Pfizer para a produção nacional da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). As primeiras 1,8 milhão de doses devem ser entregues até o final deste ano, com distribuição pelo SUS prevista para a segunda quinzena de novembro.
A vacina, de dose única, será destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A imunização materna permite a transferência de anticorpos para o bebê, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade ao VSR. O vírus é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias em crianças menores de 2 anos.
De acordo com o ministério, a vacina tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações anuais e beneficiará aproximadamente 2 milhões de bebês nascidos vivos. No Brasil, cerca de 20 mil bebês menores de um ano são hospitalizados anualmente devido ao VSR.
Em nota, a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, reforçou a segurança da vacinação durante a gestação, destacando que não há riscos de má formação, aborto ou parto prematuro.
O ministério também anunciou uma parceria de desenvolvimento produtivo com a Sandoz para que o Instituto Butantan produza o natalizumabe, medicamento biológico usado no tratamento da esclerose múltipla. O remédio é indicado para pacientes com a forma remitente-recorrente de alta atividade que não responderam a outros tratamentos.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e atinge principalmente adultos entre 18 e 55 anos. O medicamento é oferecido pelo SUS desde 2020, mas atualmente há apenas um fabricante com registro no país.
Fonte: Agência Brasil.
