Tesouro na COP30: achado arqueológico em Belém revela séculos
Obras na Praça da Bandeira para a COP30 revelam mais de mil artefatos dos séculos 18 e 19, incluindo moedas, cerâmicas e projéteis. Material será exposto no Museu do Estado
04/08/2025 15h25 – Atualizado há 13 horas
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Divulgação
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Durante as obras de revitalização da Praça da Bandeira, em Belém, para a COP30, foi descoberto um sítio arqueológico com mais de mil artefatos dos séculos 18 e 19, incluindo cerâmicas, garrafas, moedas e projéteis. A escavação, conduzida pela Amazônia Arqueologia com o acompanhamento do Iphan, revelou vestígios do passado militar, comercial e urbano da cidade. Os achados estão sendo catalogados e parte deles será exposta no Museu do Estado do Pará. A praça, que receberá a instalação artística Freezone Cultural Action durante a COP30, será entregue revitalizada até novembro, unindo arte, memória e sustentabilidade.
As pás e escavadeiras que preparam Belém para a Conferência do Clima da ONU (COP30) tocaram em algo muito mais antigo que o debate ambiental: a própria história da formação da capital paraense, soterrada sob o piso da Praça da Bandeira. O que começou como uma obra de revitalização para o evento global se transformou na descoberta de um rico sítio arqueológico, de onde já foram resgatados mais de mil artefatos históricos.
Desde o final de julho, as intervenções na praça, localizada no bairro da Campina, revelaram um verdadeiro tesouro. Entre os achados, que datam principalmente dos séculos 18 e 19, estão fragmentos de cerâmica, louças, garrafas de vidro, moedas de ferro e até projéteis. Os objetos, segundo os pesquisadores, ajudam a montar o quebra-cabeça do cotidiano e da ocupação daquela área ao longo de diferentes épocas.
O trabalho é conduzido pela equipe da Amazônia Arqueologia, com acompanhamento constante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O arqueólogo Kelton Mendes, que está à frente das escavações, explicou que o material começou a surgir logo nos primeiros centímetros de solo removido. “O espaço da Praça da Bandeira é um lugar marcado por diversos usos ao longo dos séculos. Já foi ponto de mobilização militar, espaço de comércio, festividades e marca da expansão urbana”, detalhou.
A descoberta ocorreu durante a preparação do terreno para a instalação da Freezone Cultural Action, uma instalação artística que funcionará como um dos pontos de encontro e expressão cultural durante a COP30, em novembro. O projeto, uma parceria entre o Instituto Cultural ARTÔ, o Comando Militar do Norte e a Prefeitura de Belém, agora ganha uma nova dimensão: a de guardião da memória da cidade.
Todo o material encontrado está passando por um processo de limpeza, catalogação e análise laboratorial. A arquiteta e restauradora Tainá Arruda, que acompanha o projeto, garante que o destino das peças será público. Parte do acervo será cedido para uma futura exposição no Museu do Estado do Pará (MEP), permitindo que moradores e turistas conheçam de perto os fragmentos do passado de Belém que a COP30 ajudou a desenterrar. A previsão é que a revitalização da praça seja entregue em novembro, a tempo para o evento.
Com informações do G1 Pará.
