Método de longa duração, que custa até R$ 4 mil na rede privada, será distribuído pelo SUS a partir do 2º semestre de 2025.
04/07/2025 21h30 – Atualizado há 3 semanas
3 Min
Foto: Divulgação/ O Liberal
Clique aqui para Ler o Resumo
O SUS vai começar a oferecer gratuitamente o implante contraceptivo hormonal Implanon a partir do segundo semestre de 2025. Com duração de até 3 anos, o método é um dos mais modernos e eficazes disponíveis atualmente, custando entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada. A medida visa ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade, e faz parte da estratégia do governo para reduzir a mortalidade materna, principalmente entre mulheres negras. Serão distribuídas 1,8 milhão de unidades até 2026, com investimento de R$ 245 milhões. O implante será inserido sob a pele do braço em um procedimento rápido e pouco doloroso, realizado por profissionais capacitados nas UBSs. Uma conquista importante para a saúde pública e os direitos das mulheres no Brasil.
O Sistema Único de Saúde (SUS) começará a distribuir, a partir do segundo semestre de 2025, o implante contraceptivo hormonal subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (2), durante reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Com duração de até três anos e alta eficácia, o método é considerado um dos mais modernos disponíveis atualmente e custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada. A inclusão no SUS tem como objetivo ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Investimento e distribuição
O governo federal planeja distribuir 1,8 milhão de unidades até 2026, sendo 500 mil ainda em 2025. O investimento total na compra dos implantes, capacitação de profissionais e estruturação da rede será de R$ 245 milhões.
Redução da mortalidade materna
Além de prevenir gestações não planejadas, a medida integra a estratégia do governo para reduzir a mortalidade materna, principalmente entre mulheres negras, grupo que enfrenta maior dificuldade de acesso à saúde. A meta do Ministério da Saúde, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, é reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% entre mulheres negras até 2027.
Atualmente, o SUS já oferece outros métodos contraceptivos, como preservativos, pílulas, injetáveis, DIU de cobre, laqueadura e vasectomia. O Implanon passa a integrar a categoria dos LARCs (métodos reversíveis de longa duração), da qual apenas o DIU fazia parte até então.
Quando começa a valer?
A portaria oficial que incorpora o método ao SUS será publicada nos próximos dias. A partir da publicação, o Ministério da Saúde terá 180 dias para estruturar a oferta, incluindo:
-Aquisição dos insumos;
-Distribuição para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs);
-Atualização de diretrizes clínicas;
-Capacitação de profissionais.
A Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) será responsável pela implementação, com treinamento teórico e prático das equipes. A aplicação e retirada do implante deverão ser feitas por médicos(as) e enfermeiros(as) capacitados(as).
Como funciona o Implanon?
O Implanon é um pequeno bastão flexível de 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, semelhante a um palito de fósforo. Ele é inserido sob a pele do braço e libera doses contínuas de etonogestrel, um hormônio que impede a ovulação e dificulta a passagem de espermatozoides.
O procedimento é rápido, feito com anestesia local, e considerado pouco doloroso. A recomendação é que seja aplicado durante o período menstrual ou, no caso de mulheres que amamentam, após o puerpério (cerca de 60 dias após o parto).
Com a nova oferta, o SUS reforça seu compromisso com a saúde reprodutiva e a autonomia das mulheres, garantindo acesso a métodos contraceptivos modernos e eficazes.
Com informações do O Liberal.
