Rede vai integrar UTIs automatizadas, telemedicina, ambulâncias 5G e medicina de precisão; primeiro hospital inteligente deve iniciar operações em 2029
20/11/2025 13h14 – Atualizado há 13 horas
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Clique aqui para Ler o Resumo
O Ministério da Saúde detalhou o projeto que vai criar, a partir de 2026, a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS. O conjunto de estruturas integradas fará uso de tecnologias avançadas para modernizar o atendimento público, com ênfase em inteligência artificial, análise de dados, telemedicina e equipamentos robóticos. A ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que pretende ampliar o acesso da população a cuidados especializados e reduzir o tempo de espera em emergências.
O plano prevê a implantação de 14 UTIs automatizadas distribuídas em municípios estratégicos de todas as regiões do País, permitindo monitoramento contínuo e respostas clínicas mais ágeis. Além disso, serão modernizadas oito unidades hospitalares, incluindo instituições ligadas à Unifesp, Fiocruz, UFRJ e ao Grupo Hospitalar Conceição, que receberão novos sistemas digitais e infraestrutura adaptada para equipamentos de alta complexidade.
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, prevista para iniciar suas primeiras operações em 2026. A iniciativa deve transformar o atendimento público ao incorporar inteligência artificial, telemedicina, ambulâncias 5G, cirurgias robóticas e sistemas de medicina de precisão.
A estrutura fará parte do programa Agora Tem Especialistas, que prevê ampliar o acesso da população a diagnósticos avançados e atendimento especializado. A rede incluirá 14 UTIs inteligentes distribuídas em capitais como Belém, Brasília, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Manaus e Rio de Janeiro, além da modernização de oito unidades hospitalares em três estados.
Para viabilizar o primeiro hospital inteligente do País — que será instalado no Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP — o governo solicitou R$ 1,7 bilhão em financiamento ao Banco dos Brics, aguardando aprovação final para o início das obras. A previsão é que a unidade comece a funcionar em 2029, com 800 leitos, incluindo 350 de UTI, e 25 salas cirúrgicas.
Segundo informações do Ministério da Saúde, o uso de IA e big data poderá reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em emergências, além de acelerar diagnósticos e melhorar a precisão clínica. A expectativa é de que o hospital beneficie 20 mil pacientes por ano.
As UTIs automatizadas serão implantadas em hospitais estratégicos nas cinco regiões do País. Já as unidades a serem modernizadas incluem estruturas vinculadas à Unifesp, Fiocruz, UFRJ e ao Grupo Hospitalar Conceição, dentro de um plano de expansão tecnológica que deve redefinir o padrão de atendimento do SUS.
FONTE: O Liberal
