Jovem de 25 anos é a sétima vítima em SP; saiba identificar os sintomas de intoxicação e onde buscar ajuda.
24/10/2025 07h31 – Atualizado há 12 horas
Foto: UFPR/ Divulgação
Um homem de 25 anos morreu no último dia 23 de setembro, em Osasco, na Grande São Paulo, após ingerir bebida alcoólica adulterada com metanol. O caso, divulgado pelo governo estadual nesta terça-feira (22), eleva para sete o número de óbitos confirmados por intoxicação com a substância no estado, o epicentro do surto que atinge o Brasil.
De acordo com o último boletim das autoridades de saúde, o estado de São Paulo é o mais afetado, com 42 casos confirmados de intoxicação. As sete mortes no estado ocorreram na capital (homens de 54, 46 e 45 anos), em São Bernardo do Campo (mulher de 30 anos), em Osasco (homens de 23 e 25 anos) e em Jundiaí (homem de 37 anos).
Em nível nacional, o Ministério da Saúde confirma dez mortes. Além das sete em São Paulo, Pernambuco registrou dois óbitos e o Paraná, um. O total de casos de intoxicação confirmados no país chega a 53. Atualmente, outras 59 ocorrências são investigadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Piauí, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Vinte e oito mortes suspeitas já foram descartadas.
A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada pelo organismo em produtos tóxicos que podem levar à cegueira irreversível e à morte. Os principais sintomas são: Visão turva ou perda de visão; Náuseas e vômitos; Dores abdominais e mal-estar gástrico. Em caso de suspeita, a população deve procurar imediatamente um serviço de emergência e contatar os canais de atendimento: Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001; Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733; CIATox da sua cidade para orientação especializada. É fundamental identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que busquem atendimento médico imediatamente. A demora no tratamento aumenta significativamente o risco de desfecho fatal.
FONTE: Agência Brasil
