Saúde reforça segurança do paracetamol após fake news de Trump
Ministério desmente ligação entre uso do medicamento e autismo e alerta sobre riscos da desinformação para a saúde pública
24/09/2025 10h54 – Atualizado há 21 horas
Trump associa paracetamol e autismo sem apresentar provas científicas – Foto: Divulgação/Casa Branca/Keuve/ND
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O Ministério da Saúde reafirmou nesta terça-feira (23) que o paracetamol é seguro e não está relacionado ao autismo, rebatendo declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associaram o medicamento ao transtorno. Em nota oficial, a pasta alertou que a disseminação de informações falsas sobre saúde pode gerar pânico, abandono de tratamentos essenciais e impactos graves, sobretudo entre gestantes e crianças.
O posicionamento do governo brasileiro segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e do órgão regulador do Reino Unido, que também reforçaram a segurança do paracetamol e negaram qualquer evidência científica que sustente a alegação feita pelo líder norte-americano.
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (23) uma nota oficial para reafirmar que o paracetamol é seguro e não causa autismo, em resposta a declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou o uso do medicamento ao transtorno. A pasta alertou que a disseminação de fake news sobre temas de saúde pode ter consequências graves para a população.
Segundo o órgão federal, o paracetamol — analgésico e antipirético amplamente usado no Brasil e no mundo — é seguro para uso, inclusive durante a gestação, quando administrado com orientação médica. O ministério também frisou que não há evidências científicas que sustentem a associação feita pelo líder norte-americano.
O alerta brasileiro acompanha o posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da autoridade reguladora do Reino Unido, que reafirmaram a segurança do medicamento e negaram qualquer mudança nas recomendações atuais.
A nota destacou que a desinformação pode gerar pânico e abandono de tratamentos necessários, afetando especialmente gestantes e crianças. O ministério relembrou que episódios de negacionismo e fake news durante a pandemia de Covid-19 já resultaram em impactos negativos, incluindo queda na cobertura vacinal.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é descrito pelo Ministério como um distúrbio do neurodesenvolvimento, caracterizado por padrões de comportamento repetitivos, dificuldades na comunicação e repertório restrito de interesses. O órgão reforça que vacinas não causam autismo e que o acesso à informação confiável é fundamental para proteger a saúde coletiva.
FONTE: Agência Brasil
