01/08/2025 11h32 – Atualizado há 15 horas
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Operação da PF apura fraudes de R$ 16 milhões em benefício social — Foto: Polícia Federal
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Fantasma para apurar fraudes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado a idosos em situação de vulnerabilidade, no município de Acará, no Pará. As investigações indicam que um servidor da prefeitura local teria manipulado dados no sistema CadÚnico para viabilizar concessões irregulares do benefício. Foram identificados 178 registros com indícios de fraude, que causaram prejuízo estimado em R$ 16 milhões aos cofres públicos.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (31) a Operação Fantasma, que apura um esquema de fraudes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos de baixa renda. As investigações, em curso no município de Acará, nordeste do Pará, apontam que dados foram manipulados no sistema CadÚnico para liberar benefícios irregulares, resultando em um rombo de mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos.
Um servidor da Prefeitura de Acará é um dos investigados e teria sido o responsável por alterar informações cadastrais no sistema federal, possibilitando o recebimento indevido do benefício por pessoas que não se enquadravam nos critérios legais. A fraude foi descoberta a partir de análises e cruzamento de dados realizados pela PF.
Ao todo, 178 benefícios com indícios de irregularidade foram identificados. A concessão ilegal do BPC — que prevê o pagamento mensal de um salário mínimo a pessoas com 65 anos ou mais em situação de vulnerabilidade — configura possíveis crimes como estelionato previdenciário, falsidade ideológica, peculato, inserção de dados falsos em sistema público e associação criminosa.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça Federal no Pará, com o objetivo de recolher documentos, celulares e equipamentos eletrônicos que possam comprovar a prática criminosa e revelar a participação de outros envolvidos.
O material recolhido será periciado e poderá ampliar o alcance das investigações, que seguem em andamento. Segundo a Polícia Federal, os envolvidos podem ser responsabilizados criminalmente, e novos desdobramentos não estão descartados.
A operação foi batizada de “Fantasma” em referência aos beneficiários inexistentes ou que receberam o recurso de forma fraudulenta.
Com informações do G1 Pará.
