Oswaldo Forte
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A Amazônia é protagonista de uma mostra inédita que une arte, ciência e saberes tradicionais no coração de Belém. A exposição “Um rio não existe sozinho” ocupa o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi até dezembro de 2025, transformando o espaço em uma verdadeira galeria viva.
O projeto, resultado da parceria entre o Instituto Tomie Ohtake e o Museu Goeldi, reúne nove artistas de diferentes regiões do país que dialogam com os temas da crise climática, ancestralidade e preservação ambiental.
A mostra integra o calendário cultural da COP30 e propõe um novo olhar sobre a Amazônia, em que a natureza deixa de ser cenário para se tornar coautora das obras.
Visitação: até 30 de dezembro, no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi.
A Amazônia inspira uma nova experiência de arte e ciência no coração de Belém. A mostra “Um rio não existe sozinho” transforma o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi em um grande espaço de reflexão sobre natureza, cultura e memória. A exposição segue aberta até 30 de dezembro de 2025, com obras inéditas de nove artistas brasileiros e curadoria conjunta do Instituto Tomie Ohtake e do Museu Goeldi.
Mais do que uma exposição, o projeto é uma experiência sensorial que convida o visitante a caminhar por entre árvores centenárias, sons da floresta e instalações criadas especialmente para o local. O objetivo é repensar o papel da arte e da ciência diante da crise climática, em um momento em que Belém se prepara para sediar a COP30.
Segundo as curadoras Sabrina Fontenele e Vânia Leal, a mostra é um convite à escuta da floresta. “A natureza não é cenário, mas protagonista viva desse diálogo entre arte e meio ambiente”, destacam.
Entre os destaques estão obras que exploram memórias indígenas, ancestralidade e sustentabilidade. O artista Gustavo Caboco, do povo Wapichana, apresenta instalações que questionam a herança colonial e reafirmam a presença dos povos originários. Sallisa Rosa utiliza o barro para criar um ciclo simbólico entre terra e água, enquanto Mari Nagem transforma dados da seca histórica de 2023 em imagens térmicas que funcionam como alerta visual sobre o aquecimento global.
O público também poderá ver uma projeção em vídeo mapping criada por PV Dias, que sobrepõe imagens históricas do acervo do Goeldi com registros atuais, evidenciando as transformações ambientais ao longo do tempo.
Toda a concepção da mostra foi feita a partir de um processo colaborativo entre artistas, cientistas, mestres tradicionais e arquitetos, que priorizaram o baixo impacto ambiental e o respeito ao ecossistema do parque.
“Para entender a Amazônia, precisamos de precisão científica e também de abertura poética”, reforçam Sue Costa e Pedro Pompei, do Museu Goeldi.
A exposição é viabilizada pelo Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, e conta com o apoio do Instituto Tomie Ohtake, Itaipu Binacional, PepsiCo, Aché e AkzoNobel.
Serviço
Exposição: Um rio não existe sozinho
Local: Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (Av. Gov. Magalhães Barata, 376 – São Brás, Belém)
Período: até 30 de dezembro de 2025
Visitação: terça a domingo, das 9h às 17h (bilheteria até 16h)
