Ação gratuita na UEPA, na sexta-feira (18), visa o diagnóstico precoce e o combate à doença. Belém é uma das dez cidades no mundo a receber a campanha, que oferecerá testes rápidos e tratamento imediato.
15/07/2025 20h42 – Atualizado há 2 semanas
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Foto: Reprodução/Internet
A pele, nosso maior órgão, carrega as marcas da nossa história, mas, por vezes, também os sinais silenciosos de doenças que precisam de atenção. Em um mundo que acelera a cada instante, parar para cuidar de si é mais que um ato de amor-próprio, é uma necessidade. E é com esse espírito que Belém se prepara para um evento de saúde de alcance global: um mutirão dermatológico gratuito, com foco especial no diagnóstico e combate à hanseníase.
Na próxima sexta-feira, 18 de julho de 2025, das 8h às 13h, o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) abrirá suas portas para a população. A iniciativa, que integra a campanha do Dia Mundial da Saúde da Pele, não é pouca coisa: Belém foi uma das dez cidades selecionadas em todo o mundo para sediar a ação, um reconhecimento da urgência do tema na nossa região.
Organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). O objetivo é claro: facilitar o acesso ao diagnóstico precoce, que é a ferramenta mais poderosa para evitar as sequelas incapacitantes da hanseníase e interromper o ciclo de transmissão.
Como vai funcionar?
A participação é livre, sem necessidade de agendamento. Basta chegar ao local com um documento de identidade com foto, o cartão do SUS e um comprovante de residência. Dermatologistas voluntários estarão a postos para avaliar os casos.
Pacientes que apresentarem sintomas suspeitos da doença, como manchas na pele com alteração de sensibilidade, serão submetidos a testes rápidos. Se o diagnóstico for confirmado, o tratamento começa ali mesmo. O paciente receberá a primeira dose da medicação e será encaminhado para dar continuidade ao acompanhamento na rede pública de saúde, com a devida notificação às autoridades sanitárias.
Uma Luta Necessária
A escolha de Belém para sediar o evento não é aleatória. A hanseníase, uma das doenças mais antigas da humanidade, ainda é um desafio de saúde pública no Brasil, especialmente na Amazônia. Segundo dados da SBD, a doença atinge de forma desproporcional a população preta e parda, que representou mais de 70% dos casos registrados em 2023.
O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destaca que ações como esta são fundamentais para reduzir as desigualdades no acesso à saúde dermatológica. Uma pesquisa da entidade revelou um dado alarmante: mais de 90 milhões de brasileiros nunca foram a um dermatologista.
O tratamento da hanseníase é gratuito, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e tem altas taxas de cura. Quanto mais cedo a doença for descoberta, mais simples e eficaz será o tratamento, evitando complicações graves que afetam os nervos, mãos e pés.
Portanto, se você tem alguma mancha, caroço ou área da pele com sensibilidade alterada, não hesite. Esta é uma oportunidade valiosa de receber um diagnóstico qualificado e, se for o caso, iniciar o caminho para a cura. Cuidar da pele é cuidar da vida.
Com informações de DOL online.
