MPF apura morte de filho de escrivã da Polícia Civil em ação da PF em Belém
Jovem de 24 anos foi baleado durante operação “Eclesiastes”, que mirava suspeito de tráfico internacional e lavagem de dinheiro
10/10/2025 11h03 – Atualizado há 6 horas
Reprodução/Redes sociais
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O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar a morte de Marcello Vitor Carvalho de Araújo, de 24 anos, durante uma operação da Polícia Federal realizada na última quarta-feira (8), no bairro do Jurunas, em Belém. O jovem, filho de uma escrivã da Polícia Civil, foi baleado dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o namorado dela, Marcelo Pantoja Rabelo, conhecido como “Marcelo da Sucata”, que era o alvo da operação “Eclesiastes”, deflagrada contra um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, Marcello teria reagido à abordagem e tentado tomar a arma de um agente. A família, porém, contesta a versão e afirma que o rapaz foi atingido dentro de casa, sem oferecer resistência. O MPF já requisitou informações à Superintendência da PF no Pará, ao Instituto de Criminalística e ao IML, que vai analisar o laudo da necropsia.
O velório de Marcello ocorreu nesta quinta-feira (9), e o enterro está marcado para sexta (10), em Marituba. Familiares e amigos cobram transparência e responsabilização pelos disparos que mataram o jovem.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento investigatório para apurar as circunstâncias da morte de Marcello Vitor Carvalho de Araújo, de 24 anos, durante uma operação da Polícia Federal (PF) realizada na manhã de quarta-feira (8), no bairro do Jurunas, em Belém.
O jovem era filho de uma escrivã da Polícia Civil e morava com a mãe e o namorado dela, Marcelo Pantoja Rabelo, conhecido como “Marcelo da Sucata”, que era o principal alvo da operação “Eclesiastes” — ação que buscava desarticular uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, com movimentações superiores a R$ 1 bilhão.
Durante o cumprimento de mandados de prisão e busca, a PF afirma que Marcello reagiu à abordagem, desferindo um soco em um dos agentes e tentando tomar sua arma, o que teria motivado os disparos.
A família nega a versão policial. Segundo relato da tia, Ana Carolina Carvalho, os agentes arrombaram a porta e entraram no apartamento de forma agressiva. Ela afirmou que o primeiro tiro atingiu o jovem fora do quarto, e o segundo, quando ele tentou se proteger.
O caso gerou repercussão dentro e fora das forças de segurança, por envolver familiares de servidores públicos e o suposto erro de identificação durante a ação.
O MPF informou que já requisitou relatórios da PF, além de laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML), para esclarecer a dinâmica da morte.
O velório de Marcello Araújo foi realizado na Avenida José Bonifácio, em Belém, e o enterro está marcado para sexta-feira (10), às 9h30, em um cemitério particular de Marituba.
A família pede justiça e afirma que o jovem, formado em Educação Física e funcionário administrativo da Polícia Civil, não tinha envolvimento com atividades ilícitas.
FONTE: G1 Pará
