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A capital paraense entrou em estado de alerta sanitário após a confirmação de um caso de contaminação por metanol envolvendo o engenheiro Flávio Acatauassu. O cliente afirma ter sido intoxicado pela substância após consumir uma dose de uísque da marca Red Label, adquirido em uma das lojas da rede Grupo Mais Barato, localizada no bairro de Nazaré, em Belém.
O diagnóstico de metanol no organismo do engenheiro foi comprovado por exames realizados em uma rede laboratorial particular. Este fato desencadeou uma série de ações, tanto por parte do estabelecimento comercial quanto dos órgãos de fiscalização do estado.
Ação da Rede Varejista e a Posição Oficial
Em comunicado enviado à imprensa neste domingo (07/12), o Grupo Mais Barato informou ter tomado as medidas cabíveis desde que teve conhecimento das informações. A rede afirmou que os produtos citados foram recolhidos de suas prateleiras e estão à disposição das autoridades competentes. Além disso, a empresa acionou seus protocolos de verificação e rastreamento junto ao fornecedor DIAGEO, uma das maiores indústrias de bebidas do mundo.
Entretanto, o supermercado expressou uma ressalva formal em sua nota, apontando que causava “estranheza que, mesmo após 30 dias do consumo, a garrafa de whisky em questão não tenha sido disponibilizada para condução de análise técnica, a ser realizada pelas autoridades competentes e essencial para verificar a suposta contaminação.” O grupo reforçou o compromisso com a transparência e a colaboração para o esclarecimento completo do caso.
Vistoria e Posicionamento dos Órgãos
Em um desenvolvimento subsequente, o Grupo Mais Barato confirmou que a unidade recebeu uma vistoria sanitária na mesma data (07/12). A ação foi conduzida em conjunto pela Vigilância Sanitária (ANVISA) e pela Polícia Civil do Pará. O estabelecimento informou que a vistoria apenas formalizou um protocolo de rotina, visto que as bebidas do lote sob suspeita já haviam sido previamente recolhidas pela empresa.
As autoridades de saúde também se manifestaram. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) comunicou que, por se tratar de um exame realizado em rede particular, “ainda não recebeu notificação oficial referente ao caso.” A Sespa destacou que, segundo o boletim mais recente (datado de 09/10/2025), o estado ainda não possuía casos confirmados de intoxicação por metanol, mantendo a vigilância intensificada. A Polícia Civil também havia afirmado, na apuração inicial, “não ter nenhum registro da ocorrência.”
O caso do engenheiro Flávio Acatauassu também gerou posicionamento da Unimed Belém, onde o beneficiário foi atendido. A operadora informou que o exame específico para metanol não foi solicitado inicialmente porque o quadro clínico não se enquadrava nos critérios oficiais de caso suspeito, conforme definido pela Nota Técnica nº 01/2025 – DEVS/DVS/SESPA. A Unimed reforçou que as análises para detecção de metanol são feitas por laboratório externo, definido pela ANVISA e pelo Ministério da Saúde, perpassando pelo Lacen (Laboratório Central) ou Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica).
Serviço ao Consumidor:
Diante da investigação, que busca apurar se a adulteração do produto ocorreu na cadeia de fornecimento, os consumidores devem reforçar a atenção:
Verifique a Procedência: Evite bebidas sem rótulo completo, lacre violado ou que, mesmo inteiro, pareça diferente do tradicional; evite também bebidas vendidas a preços muito abaixo do mercado, fugindo de fontes desconhecidas.
Guarde a Garrafa: Em caso de suspeita ou mal-estar, guarde a garrafa e o restante da bebida para análise pelas autoridades, o que é crucial para a investigação e o rastreio.
Como saber que posso estar intoxicado: Sintomas como dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos ou alterações visuais após o consumo de destilados, podem indicar intoxicação por metanol. Eles podem aparecer de 6h a 24h após o consumo. Relatos Brasil afora sugerem que, no início, os sintomas se parecem com uma ressaca muito forte, desproporcional a quantidade de bebidas alcoólicas ingerida. Procure atendimento médico urgente, informando a suspeita de ingestão de substância tóxica.
Busque ajuda médica e Denuncie: Suspeitas devem procurar atendimento médico IMEDIATO e devem ser comunicadas à Vigilância Sanitária Municipal (ANVISA) e à Polícia Civil do Pará seja por médicos e enfermeiros ou pelos próprios pacientes e seus familiares.
