Cartazes ilegais de empréstimos continuam espalhados em Belém
Mesmo após prazo do MPPA, anúncios de empréstimos irregulares seguem ocupando ruas da capital, gerando poluição visual e riscos de golpes
15/08/2025 11h21 – Atualizado há 20 horas
A Prefeitura de Belém também foi acionada e poderia retirar a publicidade irregular, aplicando multas aos infratores. (Igor Mota | O Liberal)
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Apesar do prazo estipulado pelo Ministério Público do Pará (MPPA) para a retirada de cartazes ilegais ter terminado em novembro de 2024, ruas e avenidas de Belém continuam repletas de anúncios de empréstimos “facilitados”. Esses cartazes oferecem condições aparentemente vantajosas, como juros baixos e liberação imediata do valor, mas especialistas alertam que podem esconder golpes, especialmente contra idosos. Moradores relatam incômodo com a poluição visual e preocupação com a segurança financeira. A prefeitura informa que remove em média 40 anúncios irregulares por dia e que a fiscalização será reforçada por meio do programa “Belém em Ordem”. O MPPA havia prometido identificar e responsabilizar os autores das publicidades, aplicando sanções que vão de multas a processos criminais.
Mesmo com o prazo encerrado pelo Ministério Público do Pará (MPPA) em novembro do ano passado para a retirada de anúncios irregulares, ruas e avenidas da Grande Belém seguem tomadas por placas, faixas e banners que oferecem empréstimos “facilitados”. As promessas incluem juros abaixo do mercado, liberação imediata do dinheiro e pagamento parcelado no cartão de crédito — práticas que especialistas alertam serem porta de entrada para golpes financeiros.
Segundo a Prefeitura de Belém, equipes removem diariamente cerca de 40 peças de propaganda irregular, entre faixas e banners. Apesar disso, o fluxo de novos cartazes continua, reforçando a dificuldade de conter o problema.
Moradores afirmam que, além de prejudicar a estética urbana, os anúncios impactam a segurança financeira, principalmente dos idosos. Para o professor Marco Breta, a prática representa “uma forma de poluição visual e de risco de fraude”, defendendo fiscalização mais rígida. Já a cabeleireira Maria José, 73, considera que o público da terceira idade é o mais vulnerável: “muitas pessoas são iludidas com essas promessas”.
O MPPA havia informado que identificaria os responsáveis pelos cartazes a partir dos números de telefone impressos, aplicando sanções administrativas, civis e até criminais. A prefeitura, por sua vez, diz que está reestruturando a fiscalização dentro do programa “Belém em Ordem”, para ampliar o combate à publicidade indevida nas vias públicas.
Enquanto isso, especialistas reforçam que anúncios que prometem crédito fácil e sem análise costumam ser indícios de fraudes e orientam que a população denuncie esse tipo de publicidade.
Com informações do O Liberal.
