Belém prioriza professores efetivos para educação nas ilhas
Prefeitura de Belém implementa estudo para alocar professores concursados em escolas insulares, garantindo continuidade pedagógica e reduzindo evasão.
12/09/2025 08h14 – Atualizado há 2 horas
Foto: Beatriz Sampaio
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A Prefeitura de Belém está implementando um plano estratégico para alocar professores concursados nas escolas das ilhas, garantindo educação contínua para mais de 10 mil alunos. A iniciativa busca reduzir a rotatividade de docentes e melhorar os resultados educacionais em áreas de vulnerabilidade social. A medida inclui investimentos em internet, kits escolares e transformação de anexos em escolas independentes. O objetivo é assegurar equidade e qualidade no ensino para todas as crianças do município.
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Semec), está implementando um estudo estratégico para melhorar a alocação de professores concursados nas escolas das ilhas. O objetivo é garantir estabilidade, fortalecer vínculos com a comunidade escolar e assegurar a continuidade pedagógica em áreas de complexidade logística e vulnerabilidade social.
De acordo com o secretário Patrick Tranjan, o foco é priorizar professores efetivos em regiões como a Ilha do Combu, onde a rotatividade de temporários prejudicava o processo educacional. “Os efetivos têm estabilidade e isso garante que os alunos mais vulneráveis tenham professor durante todo o ano”, explica.
O estudo considera três pilares: estabilidade e continuidade pedagógica, vínculo com a comunidade e melhoria dos resultados educacionais. A rede municipal atende mais de 10 mil alunos nas ilhas, distribuídos entre escolas e anexos em áreas remotas.
A iniciativa busca reverter um histórico de desafios educacionais que fez o município deixar de receber cerca de R$ 100 milhões do Fundeb devido aos baixos índices de alfabetização, especialmente entre crianças pretas, pardas e indígenas.
Além da alocação docente, a gestão atual realizou investimentos como instalação de internet via Starlink, distribuição de 60 mil kits escolares, transformação de anexos em escolas independentes e aplicação de avaliações diagnósticas para monitorar o aprendizado.
A secretária executiva pedagógica Bia Morrone destaca que o estudo também considera questões logísticas e geográficas: “Fazemos simulações para garantir a distribuição com a menor fragmentação possível, fortalecendo o vínculo do professor com a comunidade”.
Fonte: Agência Belém
