13/08/2025 08h05 – Atualizado há 21 horas
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Foto: Igor Mota | Arquivo O Liberal
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Belém se prepara para uma grande ação de mapeamento dos pontos de venda de açaí na capital. Entre 1º e 5 de setembro, mais de 1.600 agentes comunitários de saúde vão às ruas cadastrar batedores artesanais. A iniciativa, coordenada pelo Ministério Público em parceria com a Prefeitura e órgãos estaduais, visa garantir a qualidade do produto e prevenir a Doença de Chagas.
Nesta quarta-feira (13), os agentes recebem capacitação no Mangueirinho sobre boas práticas de manipulação do açaí. O cadastro permitirá conhecer a realidade dos trabalhadores e direcionar políticas públicas, como doação de equipamentos e cursos profissionalizantes.
Uma campanha para cadastrar os pontos de venda de açaí em Belém será realizada entre 1º e 5 de setembro. A ação é coordenada pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nucon) do Ministério Público do Pará (MPPA) e conta com apoio da Prefeitura de Belém e órgãos estaduais. Mais de 1.600 agentes comunitários de saúde (ACS) serão capacitados nesta quarta-feira (13) no Mangueirinho para executar o mapeamento.
O objetivo é identificar batedores artesanais, orientá-los sobre boas práticas de manipulação do açaí e prevenir a Doença de Chagas, transmitida pelo parasita Trypanosoma cruzi, que pode contaminar o fruto. A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a Vigilância Sanitária e o Procon estão entre as instituições envolvidas.
Geraldo Tavares, gerente de Fruticultura da Sedap, explica que o cadastro permitirá criar políticas públicas mais eficientes. “Teremos um censo dos batedores em Belém e poderemos planejar ações direcionadas, como capacitações e melhorias na estrutura de trabalho”, afirmou.
A promotora Érica Almeida, do MPPA, destacou que a ação é educativa, sem caráter punitivo. “Queremos levar conhecimento aos batedores sobre processamento seguro e como acessar equipamentos adequados”, disse. O prefeito Igor Normando reforçou o apoio municipal à iniciativa, que já reduziu casos de Doença de Chagas na capital.
A campanha é resultado de um Grupo de Trabalho formado em 2022, com participação de UFPA, Embrapa e outros órgãos. Além do cadastro, estão previstas doações de equipamentos e orientações sobre armazenamento correto do açaí.
Com informações do O Liberal.
