Casos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol são investigados pela Polícia Federal em São Paulo; consumo pode ser fatal
Portal Belém – Eveline Mendes
30/09/2025 12h39 – Atualizado há 21 horas
Biodiesel Brasil
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Em São Paulo, uma onda de intoxicações por metanol em bebidas alcoólicas gerou mortes e investigações federais. Até o momento, seis casos foram confirmados, incluindo três óbitos, e outros dez seguem sob análise. A Polícia Federal investiga a origem do metanol e a possibilidade de uma rede de distribuição entre estados, ligada ao crime organizado.
A adulteração ocorre quando falsificadores acrescentam metanol a bebidas como gin e vodca, comercializadas de forma irregular. Os sintomas aparecem algumas horas após a ingestão, e testes caseiros não são seguros. A recomendação é buscar atendimento médico imediato em caso de sinais suspeitos.
Autoridades reforçam que a prevenção depende da escolha de bebidas seguras, com lacres, selo fiscal e rótulo completo. Qualquer irregularidade deve ser reportada às autoridades para evitar novas intoxicações e preservar vidas.
O estado de São Paulo enfrenta uma onda de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica encontrada em bebidas adulteradas. Até segunda-feira (29), seis casos foram confirmados, incluindo três mortes, enquanto outros dez seguem em investigação. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a origem do metanol e possíveis redes de distribuição entre estados, alertando sobre o risco à saúde humana.
O metanol (CH₃OH) é um álcool simples, utilizado na indústria química na produção de solventes, plásticos, tintas e biodiesel, mas é altamente nocivo ao ser humano, podendo causar cegueira, náusea, tontura e até morte mesmo em pequenas doses. Diferente do etanol, seguro para consumo humano e presente em bebidas alcoólicas, o metanol não deve ser adicionado a nenhuma bebida.
As intoxicações ocorreram após falsificadores “batizarem” bebidas como gin e vodca de marcas conhecidas, vendendo produtos adulterados. Os primeiros sintomas podem surgir horas após a ingestão e incluem dor abdominal intensa, vômitos e perda de visão. Especialistas alertam para não realizar testes caseiros, como cheirar ou provar a bebida.
Segundo o governo, a investigação busca identificar os responsáveis pelo crime e os pontos de distribuição. Uma força-tarefa já apreendeu garrafas suspeitas e fiscaliza bares e adegas. A Secretaria da Saúde recomenda que consumidores adquiram apenas produtos com lacres originais, selo fiscal e informações completas do fabricante.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que os casos recentes apresentam padrão inusitado, afetando consumidores em ambientes sociais e não apenas pessoas em situação de vulnerabilidade. O Ministério da Saúde reforçou protocolos de notificação imediata e orientações para profissionais de saúde em todo o país.
O alerta nacional destaca a necessidade de atenção redobrada a qualquer irregularidade nas embalagens e compras de bebidas alcoólicas, visando prevenir novos casos de intoxicação grave.
