Patinetes Elétricos em Belém: Solução ou Desafio Urbano?
A capital paraense se torna a primeira do Norte a receber patinetes elétricos compartilhados. Saiba como usar, os custos e as regras do novo modal que promete revolucionar a mobilidade urbana
04/08/2025 14h43 – Atualizado há 14 horas
3 Min
Divulgação/Comus
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Belém iniciou agosto com um sistema experimental de compartilhamento de patinetes elétricos, tornando-se a primeira capital da região Norte a adotar o modal, em parceria entre a prefeitura e a iniciativa privada. Com uma frota inicial de 60 unidades e previsão de chegar a 600 até o fim do mês, os patinetes são parte dos esforços para melhorar a mobilidade urbana e preparar a cidade para a COP30. O serviço é acessado por aplicativo e tem regras específicas de uso. A fase de testes dura 180 dias. A população já interage com a novidade, com direito a vídeos bem-humorados nas redes sociais. Agora, resta saber se a iniciativa será de fato um avanço ou apenas passageira.
A paisagem de Belém amanheceu diferente neste início de agosto. Entre o ir e vir apressado de carros e ônibus, um novo elemento, mais silencioso e tecnológico, começou a ziguezaguear pelas ruas: os patinetes elétricos. Desde o último domingo (3), a capital paraense se tornou a primeira da região Norte a implementar um sistema de compartilhamento do modal, uma aposta audaciosa na mobilidade sustentável às vésperas de um evento global, a COP30.
A operação, fruto de uma parceria da Prefeitura de Belém com a iniciativa privada, começou de forma experimental com uma frota inicial de 60 patinetes. A promessa é que esse número salte para 600 unidades até o final do mês, espalhadas por pontos estratégicos da cidade. Mas a pergunta que fica no ar, densa como o mormaço da tarde, é: estamos prontos para essa revolução?
Para quem, como eu, passa horas no trânsito ou se espreme no transporte público, a ideia de deslizar pela cidade em um veículo elétrico soa como um trecho de ficção científica. E usá-los é, de fato, bastante simples. O primeiro passo é baixar o aplicativo – identificado com o brasão da prefeitura –, fazer um cadastro rápido, encontrar o patinete mais próximo no mapa e escanear o QR Code para desbloqueio. As tarifas são flexíveis, podendo ser cobradas por minuto, hora, dia ou em pacotes mensais.
Contudo, como em toda boa história, existem regras a serem seguidas. Para pilotar, é preciso ter no mínimo 18 anos. A velocidade é controlada: até 20 km/h em ciclovias e míseros 6 km/h em áreas com grande circulação de pedestres. O uso é estritamente individual – nada de levar o crush na garupa, por mais romântico que pareça. E, embora o capacete não seja obrigatório, o bom senso e o instinto de sobrevivência o recomendam fortemente.
A iniciativa surge como uma lufada de ar fresco em meio aos crônicos desafios da mobilidade de Belém, que ainda aguarda a conclusão do eterno projeto do BRT. Os patinetes se somam aos novos ônibus elétricos como parte de um esforço para tornar a cidade mais “verde” e palatável para o público internacional que virá para a COP30. A fase de testes, que durará 180 dias, servirá como um termômetro para medir a aceitação da população e a adaptação do serviço ao nosso caótico trânsito.
E o povo, como sempre, já deu seu jeito de interagir com a novidade. Mal a operação começou e um vídeo já viralizou nas redes sociais: dois homens, após uma aparente falha no equipamento, equilibram o patinete em uma moto para levá-lo ao ponto de devolução mais próximo. É o retrato do brasileiro – e principalmente do paraense – se adaptando, com criatividade e uma dose de humor, às novas tecnologias. Entre promessas de modernidade e os desafios da realidade, os patinetes estão lançados. Resta saber se eles serão um novo capítulo na história da mobilidade de Belém ou apenas uma nota de rodapé.
Com informações do DOL.
