Em meio à crise e risco de queda, bicolores protestam na sede social e exigem mudanças no estatuto para garantir voto ao sócio-torcedor
Portal Belém – Eveline Mendes
31/10/2025 12h48 – Atualizado há 4 horas
Matheus Vieira / Paysandu
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A crise no Paysandu ultrapassou as quatro linhas e chegou com força à política interna do clube. Nesta quinta-feira (30), torcedores voltaram a protestar na sede social, em Belém, exigindo mudanças no estatuto e o direito de voto para sócio-torcedores nas próximas eleições presidenciais. O movimento ocorreu durante reunião do Conselho Deliberativo, responsável por analisar temas administrativos e financeiros.
O ato fechou parcialmente a avenida Nazaré e reuniu torcedores com faixas e carro de som pedindo transparência, participação democrática e o fim da concentração de poder entre sócios-proprietários. Para os manifestantes, a ampliação do direito de voto é fundamental para que o clube se modernize e volte a caminhar em direção ao crescimento esportivo.
O cenário esportivo agrava o clima: o Papão é o lanterna da Série B, tem chance mínima de escapar da queda e enfrenta dificuldades financeiras, recorrendo à antecipação de receitas para cumprir obrigações. A temporada, considerada por muitos como a pior da história recente do clube, tornou o debate institucional urgente.
O clima voltou a ser de tensão na sede social do Paysandu, na avenida Nazaré, nesta quinta-feira (30). Em meio à pior temporada recente do clube e ao risco iminente de rebaixamento, torcedores realizaram mais um protesto pedindo direito de voto para sócio-torcedores e mudanças no estatuto bicolor.
A manifestação ocorreu durante reunião do Conselho Deliberativo (Condel), que discute a política e a situação financeira do clube. Os torcedores se concentraram em frente ao prédio e fecharam parcialmente a avenida, usando carro de som, faixas e cartazes com pedidos de transparência, “participação” e prestação de contas.
O foco da cobrança é garantir que sócios-torcedores possam votar nas próximas eleições presidenciais, hoje exclusividade de sócios-proprietários, grupo considerado restrito e responsável por manter o controle do clube. A pauta ganhou força após a aprovação de uma comissão especial para estudar a viabilidade da mudança, decisão vista como avanço, mas ainda insuficiente pelos manifestantes.
No campo, o cenário é igualmente delicado. O Paysandu ocupa a lanterna da Série B, soma apenas 5 vitórias em 34 rodadas e tem mais de 98% de risco de rebaixamento, segundo estimativas recentes. A crise esportiva se soma à financeira: o clube tem recorrido a adiantamento de receitas de 2025 para fechar a temporada, o que intensifica críticas à gestão.
Com a contagem regressiva para o término da Série B, a pressão deve continuar, dentro e fora do campo. A pergunta que ecoa entre os bicolores é: o Papão vai mudar junto com a torcida ou só depois do pior cenário?
