Espécies amazônicas foram plantadas por crianças em ação de educação ambiental, com mudas oriundas de árvore caída na Praça Santuário
06/08/2025 17h07 – Atualizado há 12 horas
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Bosque Rodrigues Alves — Foto: Agência Belém
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O Bosque Rodrigues Alves, em Belém, recebeu nesta quarta-feira (6) o plantio de seis mudas de samaumeira, árvore símbolo da floresta amazônica. As plantas são descendentes diretas de uma árvore centenária que caiu em 2023, na Praça Santuário, e agora renascem como parte do projeto Santuário das Samaumeiras.
A ação foi marcada pela participação de crianças em passeio escolar, convidadas a integrar esse momento de valorização da natureza. As mudas foram cultivadas pelo Instituto Asflora, com apoio da Prefeitura de Belém, e foram plantadas entre o Chalé de Ferro e a jaula da jaguatirica, em dois canteiros especialmente preparados para receber a espécie.
O Bosque Rodrigues Alves, um dos principais refúgios verdes de Belém, ganhou um reforço simbólico e ecológico nesta quarta-feira (6) com o plantio de seis mudas de samaumeiras, árvore emblemática da Amazônia. O momento reuniu alunos de escolas públicas em um gesto de educação ambiental e preservação da biodiversidade, em uma ação que também carrega memórias e significado histórico.
As mudas foram cultivadas a partir das sementes da samaumeira centenária que caiu, em 2023, nas proximidades da Praça Santuário, na avenida Generalíssimo Deodoro. A queda da árvore motivou o Instituto Amigos da Floresta Amazônica (Asflora) a recolher sementes e gerar novas vidas. O local escolhido para receber as plantas foi o jardim botânico da cidade, por reunir condições ideais de solo, umidade e luminosidade para o desenvolvimento da espécie.
O plantio simbólico ocorreu entre o Chalé de Ferro e a jaula da jaguatirica, onde as mudas foram dispostas em dois canteiros. A expectativa, segundo a bióloga Josiane Freitas, é que o crescimento seja acelerado graças ao período chuvoso. Ela afirma que a samaumeira cresce rapidamente quando recebe a luminosidade adequada e, em dois anos, poderá atingir porte considerável.
A espécie é conhecida como a “mãe da floresta”, por sua importância ecológica. Ela serve de abrigo para aves, iguanas e abelhas nativas, além de favorecer a dispersão genética ao atrair polinizadores. A árvore também possui forte valor cultural e espiritual, sendo considerada sagrada por povos indígenas, que a enxergam como um símbolo de conexão com a natureza.
De acordo com a diretora da Semma, Ellen Eguchi, o Bosque foi o ambiente perfeito para a ação. “Este é um fragmento de mata amazônica preservada, com clima e solo adequados para que as mudas se desenvolvam com saúde e longevidade”, explicou.
O fotógrafo e ambientalista Mário Barila, que já atua com projetos de reflorestamento, também esteve presente e destacou a importância do gesto. Segundo ele, a escolha do local foi pensada para aproximar a população da memória da árvore caída e permitir que as pessoas acompanhem o crescimento das novas samaumeiras.
“A ideia é que no futuro essas árvores sirvam como marco simbólico da COP30, criando um elo entre esse momento e o futuro da cidade”, ressaltou. O ambientalista ainda revelou que ações semelhantes já foram feitas em comunidades ribeirinhas, sempre com foco em envolver crianças e jovens no cuidado com o meio ambiente.
O plantio marca o lançamento do Santuário das Samaumeiras, projeto que busca preservar a herança natural da capital e reforçar a consciência ambiental, especialmente em tempos de crise climática.
Com informações do O Liberal.
