Empurrado por 49 mil torcedores no Mangueirão, Leão vence o Goiás, sela retorno histórico e recoloca o Norte na elite do Brasileirão após duas décadas
Portal Belém – Eveline Mendes
24/11/2025 12h13 – Atualizado há 18 horas
Fernando Torres/AGIF
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O Clube do Remo está de volta à elite do futebol brasileiro após 32 anos. A equipe paraense conquistou o acesso à Série A ao vencer o Goiás por 3 a 1 neste domingo (23), no Mangueirão completamente tomado por quase 50 mil torcedores. O resultado, aliado à derrota do Criciúma, selou o retorno histórico do Leão à primeira divisão e encerrou uma longa jornada de reconstrução.
O Remo não disputava a Série A desde 1994 e nunca havia jogado o torneio no formato de pontos corridos. A volta também representa o retorno da Região Norte ao Brasileirão após 21 anos sem representantes. Os gols foram marcados por Pedro Rocha e João Pedro, que balançou a rede duas vezes e foi decisivo na partida que recolocou o clube no centro do futebol nacional.
A campanha remista na Série B de 2025 contou com 16 vitórias, 14 empates e oito derrotas. O time foi comandado por três treinadores ao longo do ano, mas encontrou estabilidade sob o comando de Guto Ferreira, responsável por ajustar a equipe na reta final. O Mangueirão, como tantas vezes na história azulina, teve papel fundamental ao impulsionar o time em mais uma noite memorável.
O Clube do Remo voltou a viver uma noite de gigante. Diante de 49.706 torcedores, no Mangueirão transformado em caldeirão azulino, o Leão venceu o Goiás por 3 a 1 neste domingo (23) e confirmou, depois de 32 anos, o tão sonhado retorno à Série A do Brasileirão. O acesso recoloca o Norte do Brasil na elite após 21 anos, marca que carrega um peso simbólico para toda a região.
O jogo, que valia mais do que três pontos, começou tenso. O Mangueirão pulsava a cada dividida, como se cada torcedor fosse parte do gramado. E o Remo respondeu na mesma intensidade: com alma. Pedro Rocha abriu o caminho, e João Pedro, com dois gols, selou a vitória que mudaria o rumo de uma geração inteira de azulinos.
Mas a festa não dependia apenas do próprio Remo. Enquanto o time fazia sua parte, as atenções se dividiam com Criciúma x Cuiabá. Só quando o apito final confirmou a derrota do Tigre, o estádio explodiu: o acesso era oficial. O Leão estava de volta.
A classificação encerra um ciclo de décadas marcado por reconstruções. O Remo, que em 2015 estava na Série D, atravessou anos difíceis, temporadas sem divisão, eliminações dolorosas e noites que pareciam não ter fim. Houve 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, anos em que o clube lutava para existir, não apenas para subir. Houve 2008, quando o time caiu para fora de qualquer divisão nacional.
E houve também o renascimento. O acesso de 2015 diante de um Mangueirão lotado. A volta à Série C. O retorno à Série B em 2020 em um Re-Pa histórico. O acesso novamente em 2024. Uma sequência de reconstruções que pavimentaram o caminho até 2025.
Neste ano, o Remo teve três treinadores, mas encontrou em Guto Ferreira a estabilidade necessária. Desde a 29ª rodada, o time voltou a competir como time grande, com 16 vitórias, 14 empates e oito derrotas ao fim da campanha.
Agora, o Remo será estreante na era dos pontos corridos, algo que apenas cinco clubes fizeram desde 2003. E será também o primeiro representante do Pará na elite desde o Paysandu, em 2005.
Para os remistas, porém, a lógica é simples: não importa quanto tempo leve. O Leão sempre volta.
