09/07/2025 21h24 – Atualizado há 3 semanas
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Foto: Freepik
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Uma paraense e um casal do Rio de Janeiro foram presos por tentativa de adoção ilegal de um bebê de dois meses em Conceição do Araguaia (PA). A mãe biológica estava entre os detidos. O grupo usou documentos falsos em um cartório para tentar levar a criança, mas foi flagrado pela polícia após denúncia. O delegado Hyago Carvalho afirmou que investiga se o caso está ligado a uma rede de tráfico de crianças. O bebê foi encaminhado ao Conselho Tutelar, e o avô já solicitou a guarda na Justiça. Os suspeitos enfrentam pena de até oito anos de prisão. O caso expõe os riscos de adoções irregulares e a atuação de redes criminosas. Saiba mais detalhes desta investigação.
Uma paraense e um casal do Rio de Janeiro tiveram a prisão preventiva decretada por envolvimento em um caso de adoção ilegal de um bebê de dois meses em Conceição do Araguaia, sudeste do Pará. O trio foi preso na semana passada após uma denúncia anônima sobre a suposta venda da criança. Entre os detidos está a própria mãe biológica do bebê.
Segundo o delegado Hyago Carvalho, o casal carioca chegou à cidade por volta das 5h e já tinha passagem de volta marcada para as 13h do mesmo dia. A curta estadia levantou suspeitas de que o objetivo da viagem era apenas a adoção irregular. “Ficamos na rodoviária esperando o ônibus. Até então, não sabíamos quem era a mãe. Depois vimos os três se encontrando em um hotel e indo a um cartório”, relatou o delegado.
No cartório, os suspeitos tentaram formalizar a adoção com documentos falsos, incluindo uma autorização de viagem e uma procuração assinadas em nome de uma terceira mulher. “A família da mãe não sabia de nada, o que aumentou ainda mais a suspeita. Eles tentariam enganar a empresa de ônibus para levar a criança ilegalmente”, explicou Carvalho.
O bebê foi encaminhado ao Conselho Tutelar, e a polícia investiga se o grupo faz parte de uma rede maior de tráfico de crianças. “Vamos apurar se houve pagamento e se há outros casos”, disse o delegado. O avô da criança já pediu a guarda na Justiça. Os três suspeitos foram transferidos para o presídio e podem pegar até oito anos de prisão.
Com informações do O Liberal.
