Estudos revelam que respirar ar poluído provoca mutações no DNA, eleva casos de câncer de pulmão e agrava doenças respiratórias mesmo em não fumantes
16/09/2025 11h24 – Atualizado há 19 horas
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A poluição do ar já é responsável por milhares de mortes todos os anos no Brasil. Dados do Ministério da Saúde indicam mais de 300 mil óbitos entre 2019 e 2021 por doenças respiratórias associadas à fumaça e partículas tóxicas.
Os impactos vão muito além das crises de asma, bronquite e rinite. Um estudo internacional da Universidade da Califórnia em parceria com o Instituto Nacional do Câncer dos EUA demonstrou que respirar ar poluído pode provocar mutações genéticas, aumentando o risco de câncer de pulmão mesmo em pessoas não fumantes.
Ao tratar a poluição como uma questão de saúde pública, governos e sociedade podem desenvolver políticas mais eficazes para reduzir mortes e doenças, promovendo qualidade de vida e sustentabilidade ambiental.
Respirar ar poluído já é uma das principais ameaças à saúde no Brasil e no mundo. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 300 mil brasileiros morreram entre 2019 e 2021 por doenças respiratórias ligadas à poluição do ar, incluindo crises de asma, bronquite e infecções pulmonares.
Especialistas destacam que as partículas finas emitidas por queimadas, veículos e indústrias viajam milhares de quilômetros, alcançando cidades distantes e aumentando os riscos para a população. Em 2024, por exemplo, a fumaça das queimadas da Amazônia chegou ao Sudeste, tingindo o céu de cinza e elevando os atendimentos médicos por falta de ar e tosse persistente.
Um estudo recente da Universidade da Califórnia em parceria com o Instituto Nacional do Câncer dos EUA revelou que respirar ar poluído provoca mutações no DNA, o que pode levar ao câncer de pulmão. O levantamento apontou que alguns indivíduos expostos à poluição apresentaram mais alterações genéticas do que fumantes passivos.
Para os pesquisadores, a redução da queima de combustíveis fósseis e o combate ao desmatamento são medidas urgentes não apenas para conter a crise climática, mas também para proteger a saúde pública. A Organização Mundial da Saúde já considera a poluição atmosférica um dos maiores riscos ambientais do planeta.
Em síntese, a poluição do ar não é apenas um problema ambiental, mas um desafio direto à saúde humana, exigindo políticas públicas efetivas e ações integradas.
FONTE: G1
