Enquanto o Paysandu viveu oscilações, troca de técnicos e rebaixamento, o Remo mostrou consistência, venceu o estadual e voltou à elite nacional
Portal Belém – Eveline Mendes
03/12/2025 12h41 – Atualizado há 19 horas
Fernando Torres/AGIF
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A temporada de Paysandu e Remo em 2025 simbolizou a completa divergência dos caminhos trilhados pelos dois maiores clubes do Pará. O Paysandu enfrentou um ano turbulento, apesar de iniciar celebrando o título da Supercopa Grão-Pará. Ao longo de cinco competições, o time acumulou números negativos que o colocaram entre as piores campanhas recentes do clube, incluindo 24 derrotas e uma das piores marcas na Série B neste século. Sequências extensas sem vitória e cinco trocas de comando técnico impediram qualquer tentativa de estabilidade. O rebaixamento, confirmado ainda com três rodadas pela frente, marcou o ponto mais crítico do ano bicolor.
Do outro lado, o Remo viveu um caminho inverso. Campeão Paraense após superar o rival na decisão, o clube soube se reorganizar mesmo após eliminações rápidas na Copa Verde e Copa do Brasil. Na Série B, o Leão encontrou consistência, apresentou crescimento ao longo do torneio e encerrou a competição com 16 vitórias e 51 gols marcados. A equipe terminou no G-4 e garantiu o sonhado retorno à Série A. Mesmo com trocas no comando, o time soube manter padrão de competitividade até a chegada de Guto Ferreira, que concluiu a campanha do acesso.
A temporada de 2025 terminou com realidades completamente opostas para os rivais tradicionais do futebol paraense. Enquanto o Paysandu enfrentou um ano marcado por instabilidade, mudança constante de comando e o doloroso rebaixamento à Série C, o Remo exibiu regularidade, conquistou o título estadual e garantiu o retorno à Série A após quatro anos fora da elite.
O Papão iniciou o ano com expectativas elevadas após levantar a Supercopa Grão-Pará, mas não conseguiu transformar o bom início em consistência. Ao longo de 60 jogos, o clube acumulou 16 vitórias, 20 empates e 24 derrotas, encerrando a campanha com um aproveitamento de apenas 38,4%. As três longas sequências sem vencer na Série B, duas delas com 11 partidas, refletiram a fragilidade da equipe, que terminou na lanterna com três rodadas de antecedência. No total, o Paysandu passou por cinco trocas de treinador, evidenciando um ano de desorganização técnica.
Já o Remo viveu um cenário oposto. Com 53 partidas no ano, o Leão iniciou a temporada com um time competitivo, conquistando o Campeonato Paraense após superar o rival na final. Apesar de eliminações precoces na Copa do Brasil e Copa Verde, o clube encontrou seu melhor ritmo na Série B. Com 16 vitórias, 14 empates e apenas 8 derrotas, marcou 51 gols e confirmou o acesso com tranquilidade, fechando o ano em 4º lugar.
A campanha azulina também contou com mudanças no comando, mas sem afetar o desempenho. Após passagens de Rodrigo Santana e Daniel Paulista, António Oliveira conduziu a maior parte do campeonato até ser sucedido por Guto Ferreira, responsável por consolidar a reta final do acesso.
Assim, 2025 reforçou a dualidade histórica do Re-Pa: um Paysandu instável e em queda, contra um Remo competitivo e em ascensão. A temporada termina emblemática, marcando um dos contrastes mais fortes entre os rivais na última década.
