10/07/2025 10h00 – Atualizado há 3 semanas
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Médicos trabalharão em comunidades indígenas do Estado e em equipes de saúde da família. | ( Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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Com a chegada de 212 novos profissionais do programa Mais Médicos, o Pará amplia a cobertura da atenção primária em áreas onde o acesso à saúde é mais precário. Os médicos foram designados para atuar em comunidades indígenas e em equipes de Saúde da Família em diversos municípios do estado.
A ação integra um chamamento nacional que selecionou mais de 3 mil médicos para atuar em áreas vulneráveis de todo o país, levando saúde básica a 94% do território nacional. No Pará, a iniciativa representa uma importante conquista para fortalecer o SUS e garantir mais dignidade a quem mais precisa.
O atendimento médico nas regiões mais vulneráveis do Pará ganhou um reforço expressivo com a chegada de 212 novos profissionais do programa Mais Médicos, do Governo Federal. A nova etapa prioriza a expansão da atenção primária à saúde em municípios com baixa cobertura do SUS, especialmente em áreas rurais, ribeirinhas e indígenas.
Do total destinado ao estado, 13 médicos foram alocados nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), em áreas de difícil acesso como Altamira, Guamá-Tocantins, Kaiapó e Tapajós. Os demais irão compor equipes de Saúde da Família em cidades do interior paraense, contribuindo com o enfrentamento da escassez de profissionais.
A ação faz parte do novo chamamento do Programa Mais Médicos, que selecionou 3.173 profissionais para 1.618 municípios e 26 DSEIs em todo o país. Mais de 45 mil médicos se inscreveram, número recorde desde o início do programa. Todos os selecionados são formados no Brasil e possuem registro ativo nos Conselhos Regionais de Medicina.
Segundo o Ministério da Saúde, o foco do programa é reduzir as desigualdades no acesso ao atendimento básico e melhorar a resolução dos serviços de saúde, agilizando o atendimento por meio de integração com o prontuário eletrônico e encaminhamento qualificado para especialidades.
O Pará tem uma das piores proporções de médicos por habitante do Brasil, com apenas 1,37 médicos para cada mil pessoas, número abaixo da média da região Norte (1,70) e muito distante do Distrito Federal, que lidera com 6,28. Os dados são do levantamento Demografia Médica 2025, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com USP e AMB.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, ressaltou que os médicos selecionados também têm acesso a programas de formação continuada, como especialização em Medicina de Família e Comunidade e mestrado profissional.
Com essa nova etapa, o Mais Médicos já cobre 94% do território nacional e garante assistência a cerca de 63 milhões de brasileiros. No Pará, a presença desses profissionais representa um passo importante para reduzir a desigualdade no acesso à saúde básica.
Com informações do DOL.
