04/07/2025 12h06 – Atualizado há 3 semanas
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Transplante de órgãos no Pará (João Caio / Ag. Pará)
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O Pará se consolida como referência na realização de transplantes de órgãos no Norte do país. De janeiro a junho de 2025, o estado já contabiliza 231 procedimentos, entre córneas, rins, fígado e medula óssea. A rede pública, por meio de hospitais como a Santa Casa, o Ophir Loyola e o Abelardo Santos, tem intensificado o atendimento, garantindo acesso gratuito e especializado aos pacientes.
O coordenador da Central Estadual de Transplantes, Alfredo Abud, destaca que a sociedade precisa falar sobre o assunto, manifestar o desejo de doar e ajudar a fortalecer esse elo entre vida e esperança. Com estrutura qualificada e profissionais dedicados, o Pará segue promovendo a vida por meio da solidariedade.
O Pará avança na realização de transplantes de órgãos e fortalece a política pública de doação no estado. Somente entre janeiro e junho de 2025, foram realizados 231 procedimentos, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Os órgãos mais transplantados nesse período foram córneas (178), rins (33), medula óssea (14) e fígado (6).
O sucesso desses números reflete o empenho do Governo do Pará, que tem investido em estrutura, capacitação e campanhas de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. A Fundação Santa Casa de Misericórdia, referência nesse serviço, realizou 22 transplantes de fígado desde 2023, com taxas de sobrevida superiores à média nacional.
A unidade também se destaca pelos transplantes renais pediátricos, iniciados em 2019. Até agora, 39 crianças e adolescentes passaram pelo procedimento. Atualmente, 15 pequenos pacientes ainda aguardam por um novo rim.
Histórias como a da assistente social Ana Gabriela Mesquita e do professor Jefferson Assayag, transplantados na Santa Casa, mostram o impacto transformador da doação. Ambos enfrentaram anos de luta contra a cirrose hepática e só tiveram nova chance de vida graças à generosidade de famílias que autorizaram a doação de órgãos.
Segundo o médico Rafael Garcia, coordenador da equipe de transplante hepático, a maior barreira ainda é a baixa taxa de doação na região Norte.
Além da Santa Casa, outras unidades públicas como o Hospital Ophir Loyola, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) e o Hospital Regional do Araguaia também realizam transplantes de rim e ampliam o acesso aos pacientes do interior.
No Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, oito captações de órgãos foram realizadas em apenas 20 dias de maio. A unidade tem se consolidado como referência na captação de rins e fígado no estado.
Profissionais de saúde e especialistas reiteram: uma única doação pode salvar até 11 vidas. E a autorização da família é fundamental. Por isso, manifestar em vida o desejo de doar é um ato de amor que precisa ser compartilhado.
Com informações do O Liberal.
