Foto: arquivo/Escola Canadense de Belém
Em um mundo cada vez mais conectado, a fluência em mais de um idioma deixou de ser um diferencial para se tornar uma ferramenta essencial de desenvolvimento. Especialistas em educação e neurociência são unânimes: a infância é a janela de oportunidade ideal para esse aprendizado. O cérebro infantil, dotado de alta plasticidade neural, absorve novas estruturas linguísticas de forma intuitiva, um processo que traz benefícios cognitivos que vão muito além da simples comunicação.
Estudos recentes na área de neurociência cognitiva apontam que crianças expostas a um segundo idioma desde cedo desenvolvem funções executivas mais robustas. Isso se traduz em melhor controle inibitório (a capacidade de focar e ignorar distrações), maior flexibilidade cognitiva e habilidades de resolução de problemas. Ao contrário do mito de que duas línguas podem “confundir”, o cérebro imerso em aprendizado bilíngue se exercita constantemente na alternância entre códigos, fortalecendo a memória e o raciocínio lógico.
No entanto, a imersão bem-sucedida não depende apenas da exposição, mas da mediação. É aqui que entra o papel fundamental do professor bilíngue. Longe de ser um mero tradutor, esse profissional atua como um facilitador cultural e pedagógico, criando um ambiente onde o novo idioma é veículo para a descoberta, e não um fim em si mesmo.
A diretora pedagógica Caroline Aguiar, que atua na implementação de metodologias de imersão na Escola Canadense de Belém, ressalta que o educador é o “coração do projeto”. “O professor bilíngue é o coração do nosso projeto pedagógico. Ele não apenas ensina uma nova língua, mas ajuda a criança a pensar, sentir e se expressar em outro idioma. É através dessa imersão que os alunos ampliam suas habilidades cognitivas, comunicativas e sociais, preparando-se para o mundo com mais confiança e autonomia”, explica.
Além do ganho intelectual, Aguiar destaca o desenvolvimento da identidade global. Segundo ela, os professores incentivam “o respeito às diferenças, o trabalho em equipe e a construção de uma identidade global sem perder de vista as raízes e valores”. O objetivo não é apagar a cultura local, mas somar a ela uma perspectiva multicultural.
Em Belém, a procura por essa modalidade de ensino tem crescido, refletindo a tendência nacional. Escolas que aplicam metodologias internacionais focam no aprendizado lúdico e investigativo (o chamado play based learning). Para famílias interessadas em conhecer de perto essa abordagem, a Escola Canadense de Belém, por exemplo, realiza um “Open Day” neste sábado (25), em sua unidade no bairro de Batista Campos.
SERVIÇO: O “Open Day” da Escola Canadense de Belém ocorre neste sábado, 25 de outubro, a partir das 9h, na unidade Batista Campos. O evento, aberto ao público, apresentará a metodologia de imersão bilíngue da instituição. Para participar, é necessário inscrever-se em (http://lp.escolacanadensedebelem.com.br/open-day).
