Ministério da Saúde confirma circulação da Gripe K no Pará
Vírus apresenta sintomas semelhantes aos da gripe comum, porém com maior intensidade e duração, segundo autoridades de saúde
18/12/2025 13h27 – Atualizado há 1h
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A confirmação da cepa K do vírus influenza A (H3N2) no Pará reforçou o alerta das autoridades de saúde para o monitoramento da gripe no Brasil. O caso foi identificado em uma amostra coletada em Belém e classificado como importado, sem indícios de transmissão comunitária até o momento.
Segundo o Ministério da Saúde, o material passou por análises no Lacen-PA e teve confirmação genética no Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz. A cepa vem sendo monitorada internacionalmente após provocar aumento atípico de casos no Hemisfério Norte, especialmente na Europa, América do Norte e Ásia.
Especialistas explicam que, apesar da atenção global, não há indicação de maior gravidade associada à variante detectada. De acordo com pesquisadores da Fiocruz, o vírus predominante em circulação no Brasil pertence a outro subclado, e a situação segue sob controle.
A Organização Pan-Americana da Saúde recomenda intensificar a vacinação contra a gripe, sobretudo entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Autoridades também reforçam a importância de procurar atendimento médico em caso de sintomas persistentes ou agravamento do quadro clínico.
O Ministério da Saúde confirmou a identificação da cepa K do vírus influenza A (H3N2) em amostras analisadas no Pará, acendendo um alerta para o monitoramento epidemiológico no país. A informação consta no Informe Epidemiológico da Semana 49, divulgado em dezembro, com base em dados da vigilância laboratorial nacional.
A detecção ocorreu a partir de uma amostra coletada em Belém, analisada inicialmente pelo Laboratório Central do Estado do Pará, que identificou o vírus influenza A. Posteriormente, o material foi submetido a sequenciamento genético no Instituto Oswaldo Cruz, referência nacional e internacional em virologia, confirmando o subclado K (J.2.4.1), popularmente chamado de “Gripe K”.
Segundo as autoridades sanitárias, o caso foi classificado como importado, envolvendo uma mulher adulta estrangeira, oriunda das ilhas Fiji, sem evidências de transmissão local até o momento. Ainda assim, a circulação global do vírus motivou atenção especial por parte da Organização Mundial da Saúde, diante do aumento expressivo de casos no Hemisfério Norte.
A chamada Gripe K tem despertado preocupação por apresentar sintomas mais intensos e prolongados do que a gripe comum, incluindo febre alta, dores musculares, tosse persistente e fadiga acentuada, além de manifestações gastrointestinais em crianças. Os idosos, crianças e pessoas com comorbidades compõem os grupos mais vulneráveis.
A Organização Pan-Americana da Saúde reforçou a recomendação de vacinação contra a gripe, medida considerada essencial para prevenir formas graves e internações. De acordo com especialistas da Fiocruz, o aumento recente de casos de gripe no Brasil está associado a outro subclado em circulação, e não há evidências de maior gravidade vinculada à cepa K.
As autoridades destacam que a vacinação atualizada, aliada a medidas como higienização das mãos e busca por atendimento médico em caso de agravamento, segue sendo a principal estratégia de proteção.
FONTE: DOL
