Presidente do Inep, Manuel Palacios, afirma que o cancelamento de três itens foi ação preventiva após tentativa de reprodução a partir de pré-testes.
03/12/2025 08h58 – Atualizado há 5 horas
Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara
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Em audiência na Câmara, o presidente do Inep, Manuel Palacios, negou vazamento das provas do Enem 2025. A anulação de três questões foi classificada como uma ação preventiva, decorrente de uma tentativa de reprodução de itens memorizados em pré-testes sigilosos. A Polícia Federal investiga o caso. O Inep garante que a metodologia dos pré-testes é segura e essencial para o exame.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, afirmou, em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2), que não houve vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. A declaração foi dada após a anulação de três questões do exame, aplicado no último dia 16.
Segundo Palácios, a medida foi uma “ação preventiva” tomada devido à semelhança entre itens que circularam na internet e os da avaliação oficial. Ele atribuiu o episódio à memorização e reprodução de questões por participantes de pré-testes.
“Não houve vazamento. O que houve foi uma tentativa de reprodução de itens memorizados a partir da participação no pré-teste. Ninguém viu a prova do Enem antes de ela ser aplicada, além dos que elaboraram as provas”, explicou o presidente do Inep.
O pré–teste é uma etapa experimental e sigilosa, na qual novas questões são aplicadas a um grupo restrito de estudantes — geralmente concluintes ou recém-formados do ensino médio — antes de serem incluídas no Banco Nacional de Itens (BNI). O objetivo é calibrar o nível de dificuldade dos itens.
Palácios defendeu a metodologia como fundamental para a qualidade do exame. “Não há como realizar um exame como o Enem sem a realização de pré-testes”, afirmou, garantindo que esses testes seguem protocolos de segurança equivalentes aos do Enem oficial. As provas de 2025 foram compostas por itens de dez pré-testes diferentes, realizados em anos anteriores.
O presidente do Inep assegurou que a anulação das questões não compromete a precisão da prova na avaliação da proficiência dos candidatos. “A anulação foi uma ação preventiva para proteger o Enem, em uma situação em que a nossa investigação ainda não tinha iniciado”, justificou.
Paralelamente, a Polícia Federal (PF) conduz a Operação Profeta, deflagrada a pedido do Ministério da Educação, para apurar a suposta divulgação antecipada de questões semelhantes às do segundo dia do exame. O Inep mantém que o caso se trata de uma fraude pós-pré-teste, e não de um acesso indevido anterior à aplicação.
