Portal Belém – Thaís Raquel de Moraes
12/08/2025 21h06 – Atualizado há 20 horas
2 Min
Créditos da foto: Divulgação/HRPC
Clique aqui para Ler o Resumo
O Hospital Regional de Capanema escreveu um novo e emocionante capítulo em sua história: realizou, pela primeira vez, uma captação de órgãos. Graças à generosidade de uma família em um momento de luto, dois rins e um fígado foram captados para dar uma nova chance de vida a pacientes que aguardam por um transplante. Um verdadeiro ato de amor que transforma dor em esperança
A esperança ganhou novos ares na Região do Caetés, no nordeste paraense. O Hospital Regional Público de Capanema (HRPC) fez um marco histórico ao realizar, pela primeira vez, uma captação de órgãos para transplante. O procedimento, um trabalho conjunto e delicado entre a equipe do hospital e a Central Estadual de Transplantes (CET), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), resultou na retirada de dois rins e um fígado, que já estão em Belém para a distribuição na fila de espera.
A história por trás do feito é de puro altruísmo. Graças à solidariedade da família de um paciente diagnosticado com morte encefálica, a dor da perda se transformou em uma chance de vida para outras pessoas. A captação, que seguiu todos os protocolos internacionais, foi coordenada por uma equipe especializada que se deslocou de Belém até Capanema para garantir o sucesso da operação. É o luto dando lugar à vida, um ciclo que se fecha de forma honrosa e se abre para novos capítulos.
Esse avanço em Capanema não é um caso isolado. Ele reflete um movimento maior de interiorização da política de doação e transplante no Pará, que tem expandido suas ações para outros hospitais regionais, como o da Transamazônica e o Hospital da Mulher, em Belém. É um trabalho contínuo de conscientização e capacitação, mostrando que o estado não só bate recordes de captação, mas também se firma como um polo de saúde capaz de gerar esperança em cada canto de sua vasta geografia. O gesto da família, em um momento de dor inigualável, se torna um farol para a comunidade, reforçando a importância do diálogo sobre a doação de órgãos e como esse ato de amor pode ser a diferença entre o fim e o recomeço.
Por Portal Belém.
