Fotos: reprodução/instagram @flavialopessaraiva
A ginástica artística brasileira, essa que tantas vezes nos fez prender a respiração, deu mais um show neste domingo. E no centro do tablado, ou melhor, em cima da temida trave de equilíbrio, estava ela: Flávia Saraiva. A nossa “Flavinha”, com a força que já conhecemos e uma precisão de dar gosto, conquistou a medalha de ouro na etapa da Copa do Mundo de Ginástica Artística em Szombathely, na Hungria. É o tipo de notícia que faz a gente, aqui do outro lado do oceano, em Belém, abrir um sorriso largo de orgulho.
Com uma apresentação que beirou a perfeição, a atleta de 25 anos somou 13.800 pontos, uma nota que a deixou com mais de meio ponto de vantagem sobre a segunda colocada, a espanhola Alba Petisco, que marcou 13.250. O bronze ficou com a dona da casa, a húngara Gréta Mayer, com 13.100 pontos. Flávia, que já havia dominado a fase classificatória, entrou na final como favorita e não decepcionou, mostrando uma segurança que impressiona e que a consolida como uma das melhores do mundo no aparelho.
Essa vitória não é um ponto fora da curva, mas a continuação de uma trajetória de excelência. É a terceira temporada seguida que Flávia sobe ao pódio na trave em uma etapa do circuito internacional, uma constância que fala muito sobre sua dedicação e talento. Para quem acompanha o esporte, sabe que a trave é um teste para os nervos, um fio de navalha onde cada milímetro conta. E Flávia dançou sobre ele.
A competição na Hungria serviu como uma importante preparação e termômetro para o Campeonato Mundial de Ginástica Artística, que acontecerá em Jacarta, na Indonésia, entre 19 e 25 de outubro. A comissão técnica brasileira certamente está com um bom material em mãos para definir a delegação que nos representará. O desempenho geral do Brasil, que contou com outras medalhas na competição, mostra que a equipe chega forte e com potencial para buscar ainda mais glórias.
É a resiliência e a arte do esporte brasileiro se mostrando ao mundo.
Aquele ouro que, para nós, vale mais do que o metal em si: é a prova de que, mesmo com tantos desafios, o talento do nosso povo sempre encontra um jeito de brilhar. E como brilha.
PÓDIO DA TRAVE FEMININA
Ouro: Flávia Saraiva (Brasil) – 13.800
Prata: Alba Petisco (Espanha) – 13.250
Bronze: Gréta Mayer (Hungria) – 13.100
