Foto: Divulgação/ O Liberal
Clique aqui para Ler o Resumo
A Fapespa consolida a ciência paraense no cenário global. Em 2025, a fundação expandiu parcerias internacionais, fortaleceu a bioeconomia e manteve mais de 1.500 bolsas de estudo. Investimentos em programas de inovação como Centelha e Tecnova apoiam empresas e bionegócios, projetando o Pará como referência em desenvolvimento sustentável. Ações estratégicas reforçam o compromisso com a pesquisa e a formação de recursos humanos em todo o estado.
No Dia Mundial da Ciência e Tecnologia, celebrado nesta quinta-feira (16), a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) comemora com um balanço das ações de 2025 que fortalecem a pesquisa e a inovação no Pará. O ano foi marcado pela expansão de parcerias internacionais, novos editais e investimentos robustos em bioeconomia, consolidando a instituição como um agente central no desenvolvimento científico regional.
Dentre as iniciativas de destaque está a aproximação com o Programa Horizon Europe, o maior fundo de pesquisa da União Europeia. Em workshop realizado na Universidade do Estado do Pará (Uepa), pesquisadores paraenses foram orientados sobre como acessar esses editais internacionais. A fundação também firmou acordos com o British Council e a University of Birmingham, no Reino Unido, lançando a chamada Connect Amazônia 2025 para projetos colaborativos em bioeconomia, mudanças climáticas e biodiversidade.
A presença da Fapespa em fóruns estratégicos ganhou projeção global. A instituição participou do Fórum Nacional do Confap, em Belo Horizonte, do 34º Encontro de Prospetiva, em Portugal, e, pela primeira vez, do Science and Technology for Society Forum (STS), no Japão, levando a ciência amazônica para o centro do debate internacional.
“A Fapespa mantém um forte compromisso com a formação de recursos humanos. Atualmente, o Programa Bolsa–Pará sustenta mais de 1.500 bolsas de estudo, da iniciação científica ao doutorado, garantindo presença em mais de 80 municípios. Isso garante que a formação não se limite ao conhecimento acadêmico, mas também alcance competências científicas e inovadoras”, afirmou o diretor científico da Fapespa, Deyvison Medrado.
No eixo de inovação, a fundação operacionaliza programas como Centelha e Tecnova, que já apoiaram 69 empresas inovadoras desde 2022. Desse total, pelo menos 39 desenvolvem produtos ligados à bioeconomia paraense. Para os próximos anos, o Tecnova III tem orçamento previsto de R$ 12,6 milhões.
O apoio à bioeconomia é uma prioridade. A Fapespa executa atualmente 91 projetos alinhados ao Plano Estadual de Bioeconomia, com um investimento de R$ 15,6 milhões nos últimos três anos. A fundação também criou a Rede Pará de Contas Regionais e Bioeconomia, em parceria com Ufopa e Unifesspa, para mensurar o impacto do setor no PIB estadual.
Dados do WRI Brasil, apresentados no III Seminário da Rede, projetam que o fortalecimento de 13 cadeias produtivas da bioeconomia pode adicionar R$ 816 milhões ao PIB do Pará, gerar 6.600 empregos e aumentar a arrecadação fiscal em R$ 44 milhões.
Para os próximos meses, a Fapespa prepara novos editais de fomento à inovação e sustentabilidade, além de ações para estimular a captação de recursos externos e a internacionalização de pesquisadores. As metas para 2026 incluem ampliar parcerias internacionais e fortalecer a integração entre ciência e desenvolvimento regional, reafirmando o papel da fundação como indutora do progresso científico e tecnológico no Pará e na Amazônia.
