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Saúde

Engasgo: entenda a volta das ‘pancadas nas costas’ no protocolo de 2025

admin
Ultima atualização: 18 de novembro de 2025 06:14
Por admin
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Engasgo: entenda a volta das 'pancadas nas costas' no protocolo de 2025

Foto: Yuri Arcurs by People Images in Canva Pro

Durante anos, a cultura pop e os cursos de primeiros socorros nos ensinaram uma verdade quase absoluta: se alguém engasgar, corra para trás da vítima, abrace-a e faça força na boca do estômago. A famosa Manobra de Heimlich reinou soberana como a resposta padrão para o sufocamento. No entanto, a ciência, assim como a vida, é dinâmica. Em uma atualização que promete reescrever os manuais de emergência ao redor do globo, a American Heart Association (AHA) lançou suas diretrizes de 2025 com uma mudança que soa, ironicamente, como um retorno às origens: as pancadas nas costas voltaram. E voltaram com o aval da ciência mais rigorosa.

Para o leitor paraense que acompanha o Portal Belém, essa mudança pode parecer apenas um detalhe técnico, mas é a diferença entre a vida e a morte em um almoço de domingo com a família. Para dissecar essas novas regras, mergulhamos nos detalhes técnicos e conversamos com exclusividade com duas autoridades no assunto: a Dra. Teresa Gamarano Barros, intensivista e coordenadora do CTI do Hospital Mater Dei Santo Agostinho, e a Dra. Letícia Braga, cardiologista e coordenadora do Programa de Residência Médica em Cardiologia da mesma rede. Elas nos ajudaram a traduzir o “inglês médico” para o bom e velho português, claro, direto e acessível, como toda informação deve ser.

O “Porquê” da Mudança: O Fim da Era da “Opinião de Especialista”

Não é que a manobra de Heimlich estivesse errada, mas ela estava incompleta. A Dra. Letícia Braga contextualiza que a AHA, uma das instituições mais respeitadas do mundo, revisa seus protocolos a cada cinco anos. O problema é que, até então, faltavam dados concretos.

“Até a publicação da última diretriz da AHA em 2015, as evidências disponíveis eram de baixíssima qualidade e não mostravam superioridade de um método ou outro para resolver obstrução de vias aéreas por corpo estranho”, explica a cardiologista.

Ela detalha que, nas edições de 2010 e 2015, as recomendações eram baseadas em “poucos relatos de casos e opiniões de especialistas, e favorecia a realização da chamada ‘manobra de Heimlich’, que consiste na compressão abdominal”. Ou seja, fazíamos porque os médicos achavam que era o melhor, não porque um grande estudo havia provado.

A virada de chave veio do frio do Canadá. Um estudo observacional robusto, realizado na província de Alberta entre 2018 e 2021, mudou o jogo. Os pesquisadores analisaram 709 casos reais de engasgo atendidos por paramédicos. O resultado? A simplicidade venceu.

“Após análise detalhada dos dados, foi demonstrado que a manobra de pancadas nas costas foi mais eficaz em desobstruir a via aérea que todas as outras manobras testadas”, revela Dra. Letícia.

Com base nisso, a AHA não teve dúvidas: o novo padrão-ouro é a combinação.

O Novo Algoritmo: Alternância é a Palavra-Chave

A grande novidade do guideline de 2025, conforme detalhado no relatório Circulation 2025, é que não devemos mais escolher uma técnica ou outra, mas sim usá-las em conjunto para maximizar as chances de desobstrução.

A Dra. Teresa Gamarano Barros explica que as novas fontes, como o CARES Annual Report 2024, consolidam dados multicêntricos que sustentam essa abordagem híbrida.

“Essas fontes consolidam dados multicêntricos mostrando que a sequência alternada de back blows [pancadas nas costas] e abdominal thrusts [compressões abdominais] traz resultados superiores em resolução do engasgo em adultos e crianças conscientes, promovendo maior segurança e agilidade no atendimento”, afirma a intensivista.

Passo a Passo para Adultos e Crianças (maiores de 1 ano):

Esqueça a ideia de fazer apenas compressões abdominais até cansar. A nova ordem é dinâmica:

      1. Posicionamento: Fique atrás da vítima, ligeiramente de lado.

       2. O Ataque Inicial (5 Pancadas): Com a base da mão dominante (a parte mais dura da palma), aplique cinco pancadas vigorosas no meio das costas, exatamente entre as escápulas. A Dra. Teresa reforça que o movimento deve ser firme.

       3. A Compressão (5 Heimlich): Se o objeto não sair, vá imediatamente para as cinco compressões abdominais. Abrace a vítima pela cintura, feche uma mão em punho logo acima do umbigo e use a outra mão para pressionar para dentro e para cima.

       4. O Ciclo: “Alternar essas duas técnicas continuamente até expulsão do corpo estranho ou perda de consciência”, instrui Dra. Teresa.

Essa alternância cria dois tipos de pressão na via aérea: a vibração e impacto direto da pancada (que ajuda a desalojar o objeto) e o aumento súbito de pressão intratorácica da compressão abdominal (que funciona como um êmbolo de ar expulsando a obstrução).

Bebês: Um Território de Cuidado Extremo

Se para adultos a força é bem-vinda, para os bebês (menores de 1 ano), a técnica exige precisão cirúrgica. Aqui, o protocolo da AHA 2025 traz um alerta vermelho gigantesco: NÃO faça compressões abdominais em bebês.

A Dra. Teresa é enfática sobre o risco anatômico. O fígado dos bebês é proporcionalmente maior e mais exposto, tornando a manobra de Heimlich perigosa.

“Em bebês, NÃO são realizadas compressões abdominais devido ao risco de lesão ao fígado e órgãos intra-abdominais; utiliza-se compressão torácica (esterno), enquanto adultos e crianças recebem compressão abdominal”, alerta a médica.

O Protocolo Seguro para Lactentes:

       1. Apoio: Sente-se e apoie o bebê de bruços em seu antebraço, segurando firmemente a mandíbula (cuidado para não apertar o pescoço). Mantenha a cabeça do bebê mais baixa que o bumbum.

       2. Nas Costas: Aplique cinco pancadas firmes entre as escápulas usando o “calcanhar” da mão.

       3. No Peito: Se não resolver, vire o bebê de barriga para cima, ainda apoiado no braço e com a cabeça baixa. Realize cinco compressões torácicas usando dois dedos (indicador e médio) no centro do peito, logo abaixo da linha dos mamilos.

        4. Repetição: Alterne até o choro (sinal de desobstrução) ou a perda de consciência.

“O guideline proíbe compressão abdominal e detalha o modo correto de aplicação e posição do lactente, protegendo contra lesão e erro técnico”, reforça Dra. Teresa.

Gestantes e Obesos: O Peito é o Alvo

Uma dúvida comum que chega à redação do Portal Belém é sobre pessoas em que não conseguimos abraçar a cintura ou em gestantes, onde a pressão na barriga seria nociva. A Dra. Teresa esclarece que, para esses grupos, o novo texto de 2025 mantém a tradição:

“Tradicionalmente, recomenda-se compressões torácicas (sobre o esterno, não abdome) para gestantes e pessoas com obesidade grave, evitando a região abdominal. O protocolo permanece válido nesses casos.”

Ou seja, a lógica é a mesma do bebê: pancadas nas costas alternadas com compressões no centro do peito.

O Fator Humano: O Erro do Medo e o “Viva-Voz”

Talvez o ponto mais crítico abordado pelas entrevistadas seja o comportamento de quem socorre. Em momentos de pânico, é comum o “congelamento” ou a execução tímida das manobras. Dra. Teresa aponta que o principal erro leigo é a “aplicação inadequada das manobras — seja utilizando técnicas incorretas para a faixa etária ou interrompendo prematuramente a sequência”.

A nova diretriz tenta mitigar isso com algoritmos visuais e uma instrução clara sobre o tempo. Não se deve parar para ligar para o SAMU e depois voltar. As ações devem ser simultâneas.

“A ligação para emergência (192-SAMU) deve ser acionada se as manobras não resolverem prontamente, preferencialmente usando viva-voz para manter assistência e continuar as manobras”, orienta Dra. Teresa.

Esse detalhe do viva-voz é crucial. Antigamente, perdia-se tempo precioso buscando o telefone. Hoje, a tecnologia é uma aliada do socorrista.

E se a pessoa desmaiar?

O pesadelo de qualquer socorrista é a vítima perder a consciência. Nesse momento, o engasgo evolui para uma parada cardiorrespiratória (PCR) por asfixia. A instrução da Dra. Teresa é direta:

“Sim, ao perder a consciência, o protocolo deve ser imediatamente convertido em RCP (abrir via aérea, buscar corpo estranho, iniciar compressões e ventilação conforme o protocolo vigente).”

Não se continua dando tapas nas costas de alguém inconsciente. O foco muda para fazer o coração bombear e tentar oxigenar o cérebro.

O Cenário Brasileiro: Paciência e Adaptação

Embora a ciência seja global, a burocracia é local. A Dra. Teresa ressalta que, apesar de a AHA ditar as tendências mundiais, o Brasil tem seu próprio ritmo. As nossas instituições, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB), ainda não oficializaram a mudança em seus estatutos.

“A atualização ainda não foi oficialmente adotada pelas principais sociedades científicas brasileiras. Essas instituições normalmente realizam uma análise técnica, científica e regulatória local antes de traduzir, adaptar e incorporar novos protocolos.”

Contudo, a médica pontua que a disseminação via mídia e treinamentos já está preparando o terreno. A validação oficial é um processo, mas o conhecimento científico já está disponível e, como vimos, salva vidas.

A Informação é a Primeira Manobra

Em um mundo ideal, todos nós teríamos treinamento prático em primeiros socorros. Enquanto isso não acontece, a informação de qualidade é nossa melhor ferramenta. As Dras. Teresa Barros e Letícia Braga nos mostram que a medicina de emergência não é estática; ela evolui para nos dar melhores chances de sobrevivência.

Seja em um restaurante lotado na Doca ou em um almoço de Círio, saber que cinco pancadas nas costas agora fazem parte do “protocolo de ouro” pode ser a informação que transforma uma tragédia em apenas um susto e uma história para contar. Mantenha a calma, ligue o viva-voz e aja rápido.

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