
Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (27) na revista Nature Climate Change revela que o desmatamento em florestas tropicais provocou 28.330 mortes por ano entre 2001 e 2020 devido ao aumento do calor. O estudo, liderado pela Universidade de Leeds (Reino Unido) com participação da Fiocruz, analisou dados de todas as regiões tropicais do planeta e mostrou que áreas desmatadas aqueceram 0,70°C – mais de três vezes o aumento verificado em regiões preservadas (+0,20°C).
O Sudeste Asiático concentrou o maior impacto (15.680 mortes/ano), seguido pela África (9.890) e Américas (2.520). Além das mortes, o calor extremo expôs 2,8 milhões de trabalhadores a condições perigosas e reduziu a produtividade laboral. A pesquisadora Beatriz Oliveira (Fiocruz) destacou que a conservação florestal é “questão de saúde pública”, especialmente para populações vulneráveis que dependem diretamente desses ecossistemas.
Foto: Victor Moriyama/Greenpeace
