No verão amazônico, aumentam os casos com serpentes, escorpiões e aranhas. SESPA reforça orientações para prevenir acidentes nas férias escolares
03/07/2025 13h25 – Atualizado há 4 semanas
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Durante o mês de julho, o contato com a natureza se intensifica em praias, igarapés, trilhas e casas de campo, aumentando o risco de acidentes com animais peçonhentos como cobras, escorpiões e aranhas. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) alerta para medidas preventivas que ajudam a evitar esses acidentes, que já somam mais de 5 mil apenas no primeiro semestre de 2025.
O Ciatox, em parceria com o Hospital Universitário João de Barros Barreto, está disponível para orientações médicas. A Sespa também realiza ações educativas e capacitações voltadas a profissionais da saúde, reforçando o preparo do estado para lidar com esse tipo de ocorrência, inclusive nas regiões que irão receber turistas durante a COP 30. Prevenção salva vidas.
Durante as férias escolares de julho, o risco de acidentes com animais peçonhentos cresce significativamente no Pará, especialmente em áreas de praia, campo e balneários. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) alerta sobre os cuidados necessários para evitar encontros perigosos com serpentes, escorpiões, aranhas, arraias e outros animais.
Segundo a Coordenação Estadual de Zoonoses, mais de 11 mil acidentes foram registrados em 2024, com as serpentes representando quase metade dos casos. Em 2025, já são mais de 5 mil ocorrências, sendo os ataques de jararaca os mais frequentes. O uso de botas, luvas e perneiras, especialmente em trilhas ou limpeza de terrenos, pode reduzir em até 80% o risco de picada, segundo Elke Abreu, coordenadora do setor.
Para ambientes domésticos, recomenda-se manter o quintal limpo, grama aparada, roupas protegidas e verificar sapatos, roupas de cama e toalhas antes do uso. Nas casas de veraneio, fechadas por longos períodos, é importante arejar bem os cômodos antes de ocupá-los.
Nos rios e igarapés, o cuidado com arraias deve ser redobrado. Ao pisar acidentalmente sobre o animal, a cauda injeta um veneno extremamente doloroso. Não há antídoto, e o tratamento envolve retirada do ferrão, limpeza da ferida e vacina antitetânica.
Caso ocorra um acidente, a vítima deve lavar o local com água e sabão, evitar amarrar ou cortar o ferimento, não usar álcool ou outras substâncias caseiras, nem oferecer bebida alcoólica. O atendimento médico deve ser buscado o mais rápido possível e, quando possível, o profissional de saúde deve ser informado sobre as características do animal envolvido.
A Sespa também intensifica ações educativas e capacitações com profissionais de saúde, especialmente nos municípios que devem receber grande fluxo de turistas e moradores no verão. Em caso de dúvidas, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) pode ser acionado a qualquer momento para orientação médica.
Com informações da Agência Pará.
