CPI do lixo em Belém será retomada após recesso na Câmara
Comissão volta a se reunir em 4 de agosto para apurar irregularidades no contrato da Ciclus Amazônia, alvo de denúncias e vídeos de má execução
31/07/2025 11h46 – Atualizado há 14 horas
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Coletores durante coleta de lixo em Belém (Reprodução/Agência Belém)
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A CPI da Ciclus, instaurada na Câmara Municipal de Belém, será retomada no dia 4 de agosto com o objetivo de aprofundar a investigação sobre a atuação da empresa Ciclus Amazônia, responsável pela coleta de lixo na capital. O contrato de R$ 32 milhões mensais é alvo de denúncias de má execução, com flagrantes registrados por moradores, mostrando resíduos sendo jogados no chão por funcionários da empresa. O plano de trabalho da comissão inclui seis sub-relatorias técnicas que irão analisar desde o processo de licitação até os impactos ambientais e a atuação de órgãos fiscalizadores.
Após o recesso parlamentar de julho, a Câmara Municipal de Belém retoma as atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Ciclus na próxima segunda-feira (4). A comissão investiga possíveis irregularidades no contrato da empresa Ciclus Amazônia, responsável pelo serviço de coleta de lixo na capital paraense.
A CPI foi instaurada no dia 24 de junho, com base em um requerimento apresentado pelo vereador Michell Durans (PSB). Segundo o parlamentar, há fortes indícios de descumprimento contratual, má prestação de serviços e possível superfaturamento em um contrato que movimenta R$ 32 milhões por mês. A comissão terá inicialmente 60 dias para apurar os fatos, podendo ser prorrogada por mais 30 dias.
O plano de trabalho da CPI foi dividido em seis sub-relatorias temáticas, para garantir uma investigação técnica e aprofundada. As frentes abrangem temas como licitação, execução dos serviços, fiscalização, impactos ambientais, inclusão de catadores e análise financeira do contrato.
Durante o mês de agosto estão previstas diligências, oitivas e análise documental. A entrega dos relatórios das sub-relatorias e a elaboração do parecer final da comissão devem ocorrer em setembro, conforme o cronograma apresentado por Durans.
Um dos estopins da CPI foi a divulgação de vídeos que mostram falhas na coleta de lixo, registrados por um morador do bairro de Canudos. Nas imagens, funcionários da empresa aparecem jogando sacos de lixo no chão durante o recolhimento em um contêiner, em plena chuva. Muitos sacos estouram, espalhando resíduos na via pública, que não foram recolhidos de imediato.
Após perceberem que estavam sendo filmados, os trabalhadores mudam de comportamento e tentam limpar o local às pressas. O morador responsável pela filmagem relatou que situações como essa são frequentes em diversos bairros da cidade, mesmo após reclamações formais.
Diante da repercussão, a Ciclus Amazônia divulgou nota afirmando que o caso foi pontual e não representa os padrões da empresa. A companhia iniciou uma apuração interna e prometeu tomar medidas contra os envolvidos. A empresa ainda destacou que seus colaboradores passam por treinamentos regulares para garantir boas práticas.
Além disso, a CPI investigará o papel da Arbel, Sezel e demais órgãos fiscalizadores, que teriam falhado no acompanhamento da execução contratual. Também será analisado o impacto ambiental da operação, especialmente na área do antigo lixão do Aurá, e as obrigações sociais da empresa com os catadores de materiais recicláveis.
Com informações do DOL.
