Remo, Paysandu e outras equipes paraenses destacam luta, memória e representatividade no Dia da Consciência Negra
21/11/2025 11h18 – Atualizado há 19 horas
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No Dia da Consciência Negra, os principais clubes do Pará se uniram em publicações que reforçam o combate ao racismo e valorizam a presença negra no futebol. A data, marcada pela memória de Zumbi dos Palmares e pela luta histórica contra a discriminação, ganhou destaque nas redes sociais de Remo e Paysandu — que possuem grande alcance e influência sobre torcedores em todo o estado.
O Remo destacou a importância da população negra para sua história e lembrou que atletas, profissionais e torcedores negros sempre fizeram parte da estrutura azulina. O Paysandu também adotou um tom de reflexão. Para o clube, o 20 de Novembro é um momento de reconhecer a contribuição cultural, esportiva e social da população negra, além de reafirmar a urgência da luta por direitos e pela eliminação de práticas discriminatórias no futebol.
Outros clubes paraenses — como Águia de Marabá, Tuna Luso e Capitão Poço — demonstraram apoio à causa, mostrando que o tema mobiliza não apenas as grandes equipes, mas diferentes instituições esportivas do estado. As manifestações coletivas reforçam a importância de manter o assunto em evidência e de transformar o futebol em um ambiente mais seguro, acolhedor e representativo.
No Dia da Consciência Negra, celebrado na quinta-feira (20), Remo, Paysandu e outros clubes do Pará publicaram mensagens em suas redes sociais reforçando o combate ao racismo, a valorização da cultura negra e a importância da data para o futebol brasileiro. As manifestações acontecem em um momento de crescente atenção ao tema, impulsionado por episódios recentes de injúria racial dentro e fora dos gramados.
As duas maiores instituições do estado deram destaque à presença histórica de jogadores, profissionais e torcedores negros em suas trajetórias. No Clube do Remo, o clube reuniu imagens de atletas do elenco atual e ressaltou que a participação negra é parte essencial da identidade azulina. A publicação também citou acontecimentos da última semana, quando a equipe enfrentou episódios de discriminação durante uma partida da Série B, o que intensificou o tom de conscientização.
O Paysandu também se posicionou com firmeza. Segundo o clube, a data é uma oportunidade para reforçar a memória, reconhecer a contribuição da população negra no esporte e lembrar que a luta por igualdade é constante. O Papão destacou que a discussão precisa ser permanente, especialmente em um país onde o racismo segue presente nas arquibancadas e nos bastidores do futebol.
Além da dupla Re-Pa, equipes como Águia de Marabá, Tuna Luso e Capitão Poço publicaram mensagens de apoio à causa, evidenciando a mobilização das instituições esportivas do estado. Para especialistas, posicionamentos públicos dos clubes ajudam a ampliar o alcance das ações educativas e fortalecem o combate à discriminação.
As manifestações ressaltam que o esporte, sobretudo o futebol, tem papel direto na formação social e pode atuar como ferramenta de transformação, representatividade e consciência coletiva, especialmente em datas que celebram a resistência e a ancestralidade da população negra.
FONTE: DOL
