Ataques a torcedores e ao zagueiro Reynaldo durante jogo em SC reforçam urgência de punições mais duras no combate ao racismo no futebol
20/11/2025 13h04 – Atualizado há 17 horas
Reprodução/redes sociais
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Ataques racistas direcionados a torcedores do Remo e ao zagueiro Reynaldo, durante a partida contra o Avaí-SC, voltaram a expor a urgência do combate à discriminação no futebol brasileiro. Uma mulher foi filmada na arquibancada da Ressacada insultando paraenses com ofensas racistas e xenofóbicas. No mesmo dia, um áudio com ataques ao defensor azulino passou a circular nas redes sociais.
Os episódios ocorreram justamente na semana do Dia da Consciência Negra, o que intensificou o debate sobre responsabilidade institucional e punições efetivas. Segundo dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, o Brasil registrou 136 casos em 2023, número 40% maior que o de 2022. Em 2025, torcedores e atletas que atuam em clubes paraenses já foram alvo de pelo menos três ataques.
O Avaí identificou a torcedora envolvida no vídeo e suspendeu suas atividades, afirmando que investiga o episódio para decidir punições cabíveis. O Remo repudiou publicamente os ataques e afirmou que não tolera nenhum tipo de discriminação.
Ataques racistas contra torcedores e um atleta do Remo, registrados na partida contra o Avaí-SC, no estádio da Ressacada, recolocaram o tema no centro do debate nacional na semana do Dia da Consciência Negra. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra uma mulher proferindo ofensas racistas e xenofóbicas contra paraenses. Horas depois, um áudio com insultos ao zagueiro Reynaldo também passou a circular.
Os episódios, ocorridos no sábado (15), pela 37ª rodada da Série B, são reflexo de um problema que, apesar de campanhas educativas e protocolos oficiais, insiste em se repetir nos estádios brasileiros.
Segundo dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, o país registrou 136 casos em 2023 — um aumento de quase 40% em relação ao ano anterior. No Pará, três episódios já foram contabilizados apenas em 2025.
Para o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Ricardo Gluck Paul, o enfrentamento exige firmeza das instituições. Segundo ele, a postura deve ser de “intolerância à intolerância”, acompanhando cada denúncia até que haja responsabilização efetiva.
A CBF e a FPF seguem o protocolo antirracista da FIFA, que determina paralisação da partida, registro formal e encaminhamento às autoridades. Mesmo assim, dirigentes reconhecem que o sistema atual ainda não consegue impedir práticas criminosas.
O Avaí informou que a torcedora envolvida no vídeo foi identificada e teve suas atividades suspensas enquanto o caso é investigado. Já o Remo classificou o episódio como “inadmissível” e afirmou que tomará medidas legais. A agressão contra Reynaldo também está sendo apurada pelo clube.
Para especialistas e gestores do esporte, episódios assim só tendem a diminuir quando os responsáveis entenderem que enfrentarão punição real e não encontrarão espaço para reproduzir discursos de ódio nos estádios.
Enquanto isso, a pergunta permanece: até quando o futebol brasileiro vai conviver com agressões racistas que insistem em se repetir?
FONTE: O Liberal
