16/07/2025 21h02 – Atualizado há 1 semana
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Foto: Reprodução/DOL
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A Polícia Civil do Amazonas desarticulou um esquema de adoção ilegal em Manacapuru, resultando na prisão de três pessoas, incluindo um casal que tentou comprar um recém-nascido por apenas R$ 500. A investigação começou após uma denúncia anônima com imagens dos suspeitos próximos a uma maternidade pública. Um dos detidos chegou a se passar pelo pai da criança para tentar registrar o bebê. O casal, que planejava levar a criança para São Paulo, admitiu ter pago pelo recém-nascido, enquanto a mãe alegou motivos financeiros.
A Polícia Civil do Amazonas prendeu três pessoas suspeitas de participação em um esquema de adoção ilegal no município de Manacapuru, a 68 km de Manaus. Entre os detidos estão um casal que teria tentado comprar um recém-nascido por R$ 500 com o auxílio de um intermediário.
Os investigados foram identificados como José Uberlane Pinheiro de Magalhães, de 47 anos, e o casal Luiz Armando dos Santos, 40, e Wesley Fabiano Lourenço, 38. A ação criminosa veio à tona após uma denúncia anônima recebida na última sexta-feira (11), que incluía fotos de um veículo e dos suspeitos próximos a uma maternidade pública.
Com o apoio do Conselho Tutelar, a polícia localizou quatro mulheres que haviam dado à luz no local naquele dia. Uma delas, de 31 anos, foi apontada como a mãe do bebê alvo da negociação, mas não pôde ser ouvida imediatamente por estar em recuperação pós-parto.
Durante as investigações, um dos homens teria se passado pelo pai biológico da criança, chegando a receber a Declaração de Nascido Vivo e tentando registrar o recém-nascido, mas o sistema estava indisponível.
De acordo com os agentes, o casal homoaferivo confessou ter repassado R$ 500 a José Uberlane, que intermediou o contato com a mãe. A mulher, segundo a polícia, concordou em entregar o bebê devido a uma dívida.
Os suspeitos estavam em Manacapuru desde junho para acompanhar o nascimento e levar a criança para São Paulo. As autoridades também investigam o envolvimento de uma mulher local com histórico em adoções irregulares.
O caso segue em apuração, e os detidos responderão pelos crimes relacionados à venda e compra de menores.
Com informaçõesdo DOL.
