Capital paraense é a primeira do país a oferecer o teste molecular DNA-HPV na rede pública para detecção precoce do vírus
16/12/2025 12h40 – Atualizado há 4 horas
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Belém passa a ofertar o exame molecular DNA-HPV na rede pública de saúde, tornando-se a primeira cidade do Brasil a implantar o teste de forma sistemática. A iniciativa é voltada para mulheres entre 30 e 49 anos e amplia a prevenção do câncer do colo do útero.
O exame está disponível em seis unidades básicas de saúde e prioriza mulheres que estão fora da rotina de exames preventivos. Com maior precisão que o Papanicolau, o DNA-HPV identifica precocemente subtipos de alto risco do vírus, permitindo acompanhamento antecipado e redução de lesões graves.
Segundo relatos de usuárias, a novidade traz mais tranquilidade e segurança, já que possibilita o diagnóstico com antecedência e amplia as chances de tratamento eficaz. A análise será feita pelo Instituto Evandro Chagas, com resultados mais rápidos.
A expansão do serviço será gradual até alcançar todas as unidades da capital, fortalecendo a política de prevenção e cuidado com a saúde da mulher.
Belém deu início à oferta do exame molecular DNA-HPV na rede pública de saúde, tornando-se a primeira cidade do Brasil a implantar o teste de forma sistemática. A nova estratégia é voltada para mulheres entre 30 e 49 anos e amplia a detecção precoce do papilomavírus humano (HPV), principal causador do câncer do colo do útero.
A coleta do exame já está disponível em seis unidades básicas de saúde, localizadas nos bairros Terra Firme, Guamá, Jurunas, Cremação, Condor e na Ilha do Combu, pertencente ao distrito do Dagua. A prioridade são mulheres que nunca realizaram exames preventivos ou que estão com o acompanhamento ginecológico em atraso.
Ao todo, mil kits foram disponibilizados para esta fase inicial, com distribuição escalonada. O lançamento do novo protocolo ocorreu no Combu, região escolhida por suas características ribeirinhas e desafios de acesso aos serviços de saúde. A adesão inicial tem sido considerada positiva, contribuindo para a meta global de eliminação do câncer de colo do útero até 2030, proposta pela Organização Mundial da Saúde.
Diferente do Papanicolau, o DNA-HPV possui maior precisão, identifica os subtipos de alto risco — como os HPV 16 e 18 — e permite um intervalo de cinco anos entre os exames quando o resultado é negativo. A análise das amostras será realizada pelo Instituto Evandro Chagas, com resultados que podem ser liberados em até 30 dias, ou antes, conforme o volume de material.
Em caso de diagnóstico positivo, o fluxo de atendimento é rápido e resolutivo, garantindo encaminhamento imediato para acompanhamento e tratamento. A recomendação da Secretaria Municipal de Saúde é que mulheres fora da faixa etária atendida sigam realizando o Papanicolau como exame de rotina.
Para a realização do DNA-HPV, é necessário não estar menstruada, evitar relações sexuais nas 48 horas anteriores e não utilizar produtos vaginais antes do procedimento. Documentos como RG, CPF, Cartão SUS e comprovante de residência devem ser apresentados.
FONTE: O Liberal
