Ag. Belém
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Durante a COP 30, Belém apresentou um conjunto de ações inéditas voltadas à proteção da infância. Entre as medidas, estão o Guia de Proteção de Crianças e Adolescentes em Grandes Eventos e a criação da Secretaria Executiva da Criança, que substituirá a Superintendência da Primeira Infância. O lançamento ocorreu nesta quarta-feira (12), na Zona Verde, no Parque da Cidade.
As ações fazem parte do Plantão Integrado de Crianças e Adolescentes – COP 30, que opera até 23 de novembro com 96 profissionais. O plano envolve busca ativa em pontos estratégicos e atendimento humanizado a crianças e adolescentes, brasileiros e estrangeiros, em situação de vulnerabilidade.
Além das ações de campo, uma campanha trilíngue amplia o alcance das informações de proteção, com materiais em português, inglês e espanhol espalhados pela cidade. O Disque 100 também foi adaptado para oferecer suporte em múltiplos idiomas e em Libras.
Com a criação da nova secretaria, Belém assume o compromisso de fortalecer a rede de proteção infantil de forma permanente, transformando a experiência da COP 30 em um marco na política pública da capital.
Belém deu um passo inédito na proteção de crianças e adolescentes ao lançar, durante a COP 30, o Guia de Proteção de Crianças e Adolescentes em Grandes Eventos e anunciar a criação da Secretaria Executiva da Criança. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (12), na Zona Verde do Parque da Cidade, e contou com representantes de instituições públicas e da sociedade civil.
A nova secretaria, segundo o prefeito Igor Normando, substituirá a Superintendência da Primeira Infância e ampliará o alcance das políticas voltadas à infância e à adolescência. O objetivo é consolidar Belém como referência nacional em cuidado e acolhimento, com ações permanentes que ultrapassem o período da conferência.
O guia faz parte do Plantão Integrado de Crianças e Adolescentes – COP 30, coordenado pela Superintendência da Primeira Infância (SPI). Em operação desde o dia 6, o plantão conta com 96 profissionais que atuam até 23 de novembro em busca ativa, escuta e atendimento humanizado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A estrutura inclui um ponto fixo no Centro de Referência de Educação Infantil Professor Orlando Bitar e equipes móveis em locais estratégicos como o Ver-o-Peso, Estação das Docas e UFPA.
Segundo Flávia Marçal, superintendente da Primeira Infância, o foco central do trabalho é impedir que qualquer criança permaneça invisível. A iniciativa, disse ela, criou um espaço de cuidado e escuta ativa, reforçando a imagem de Belém como cidade que prioriza a infância.
O diretor de Proteção da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos, Fábio Meireles, destacou que o modelo adotado em Belém é inédito entre as conferências climáticas. Ele afirmou que a COP 30 inaugura um padrão de atuação que coloca a infância no centro das políticas públicas, combinando acolhimento, monitoramento e articulação intersetorial.
O plano também inclui uma campanha trilíngue (português, inglês e espanhol) com totens informativos e materiais distribuídos em aeroportos e pontos turísticos, além de canais de denúncia acessíveis via Disque 100, que agora oferece atendimento multilíngue e em Libras.
Durante o evento, o prefeito reafirmou que a política de proteção infantil será permanente: “Queremos que Belém seja reconhecida como a capital da criança no Brasil. As crianças não são o futuro — são o presente, e precisam de estrutura, cuidado e amor”, reforçou.
