Atacante celebra temporada histórica, comenta bastidores do acesso e fala sobre permanência em 2026, deixando torcedores atentos ao rumo do elenco azulino
Portal Belém – Eveline Mendes
01/12/2025 18h07 – Atualizado há 7 horas
Raul Martins / Remo
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Pedro Rocha viveu a melhor temporada de sua carreira defendendo o Remo, marcando 19 gols e se tornando peça central no acesso histórico do clube à Série A após 31 anos. Em entrevista especial, o atacante relembrou os bastidores da campanha, destacou o impacto emocional dos jogos decisivos no Baenão e no Mangueirão e contou que a ficha “ainda está caindo”, mesmo com o título simbólico de herói azulino.
O jogador relatou que o elenco precisou lidar com frustrações e cobranças, mas encontrou força na união e no apoio da torcida. A virada de chave aconteceu, segundo ele, nos confrontos em casa, quando a equipe engrenou uma sequência de vitórias que reacendeu a confiança. Ele também explicou que o trabalho mental foi essencial após tropeços importantes, permitindo que o grupo chegasse equilibrado à partida final contra o Goiás.
Além da performance, Pedro assumiu papel de liderança pela primeira vez na carreira, ajudando na organização do vestiário e servindo como referência técnica para jogadores mais jovens. A fé também teve grande peso: católico, o atacante se aproximou da devoção à Nossa Senhora de Nazaré e acredita que a espiritualidade guiou o time na reta final.
O atacante Pedro Rocha, um dos protagonistas do acesso do Remo à Série A após 31 anos, abriu o coração ao falar sobre a temporada, a fé que guiou o elenco e as conversas sobre o futuro. Em entrevista exclusiva, o jogador descreveu como viveu um ano de reviravolta pessoal e coletiva, marcado por 19 gols, nove assistências e a volta do Leão à elite do futebol brasileiro.
Mesmo dias após o jogo decisivo contra o Goiás, o atacante confessou que a sensação ainda não se estabilizou. Segundo ele, a atmosfera criada pela torcida nos últimos confrontos no Baenão e no Mangueirão foi determinante para que o elenco “não desistisse em momento nenhum”.
A reta final foi tensa, e o elenco precisou lidar com frustrações, como o resultado contra o Avaí. O atacante relata que o grupo se apoiou no trabalho mental e na confiança construída ao longo do campeonato. “A ideia era manter a calma e focar no último jogo”, disse.
No duelo que garantiu o acesso, Pedro participou diretamente dos três gols da vitória por 3 a 1 sobre o Goiás e descreveu o momento em que sentiu que a vaga estava chegando. A mudança no placar de concorrentes foi acompanhada no banco, entre ansiedade, apreensão e esperança.
Mas nem tudo foi bola e tática. A fé também teve lugar especial no vestiário. Pedro contou que encontrou na devoção à Nossa Senhora de Nazaré uma força adicional. O atacante participou da Trasladação, acompanhou o Círio e agradeceu no gramado do Mangueirão, ajoelhado, após o apito final. Para ele, a padroeira do Pará “intercedeu na hora certa”.
Além do desempenho individual, Pedro assumiu papel de liderança, algo novo em sua carreira. Ele destaca que usou a experiência para orientar atletas mais jovens e manter o grupo unido nos momentos de pressão.
Sobre o futuro, o atacante reconhece o desejo de seguir no clube, mas pondera que ainda há ajustes. A diretoria já iniciou conversas com peças-chave, incluindo Guto Ferreira, o executivo Marcos Braz e o próprio Pedro.
Enquanto isso, o planejamento azulino corre contra o tempo. Com o Brasileirão antecipado por causa da Copa do Mundo, o Remo inicia a pré-temporada antes dos rivais e já possui 17 jogadores com contrato ativo para 2026. A expectativa é que a base da equipe seja mantida, reforçando o novo ciclo do Leão na elite.
