Palco de glórias do Clube do Remo, estádio Evandro Almeida comemora aniversário nesta sexta (15) e vive fase de reformas, mas sem jogos com público há mais de um ano
Portal Belém – Eveline Mendes
15/08/2025 12h53 – Atualizado há 14 horas
Reprodução/Remo
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O Baenão, casa do Clube do Remo, chega aos 108 anos nesta sexta-feira (15) carregando uma história rica em glórias e emoções. Inaugurado em 1917, o Estádio Evandro Almeida foi palco de jogos lendários, gols de ídolos azulinos e até de Pelé, o Rei do Futebol. Porém, há mais de um ano não recebe torcida. O último jogo com público aconteceu em junho de 2024, e desde então o espaço funciona como Centro de Treinamento para a equipe que disputa a Série B, com estrutura de academia, dormitórios e o NASP. Parte do estádio passa por reformas, mas o torcedor vive na expectativa de voltar a empurrar o time da arquibancada. Entre momentos de abandono e retomada, o Baenão segue sendo símbolo de resistência e paixão, aguardando o próximo capítulo dessa história centenária.
O Baenão, coração azulino que já pulsou ao som de gritos de vitória e lágrimas de emoção, completa 108 anos nesta sexta-feira (15). Inaugurado em 1917, o Estádio Evandro Almeida é mais que cimento e arquibancadas: é um pedaço da alma do Clube do Remo e de sua torcida apaixonada.
Localizado na Avenida Almirante Barroso, na esquina com a Travessa Antônio Baena, o estádio foi palco de histórias imortais. Mesquita, Dico, Alcino e até Pelé desfilaram seu talento no gramado. Houve tempos em que mais de 30 mil torcedores lotavam as arquibancadas, fazendo tremer Belém.
Mas a realidade atual é diferente. O último jogo com público ocorreu em 29 de junho de 2024, na vitória por 2 a 1 sobre o Ferroviário-CE. Desde então, o Baenão se transformou em Centro de Treinamento para a disputa da Série B, abrigando academia, dormitórios e o Núcleo Azulino de Saúde e Performance (NASP). Parte da estrutura está em reforma para oferecer melhores condições a atletas e funcionários, mas as arquibancadas seguem em silêncio.
A trajetória recente foi marcada por altos e baixos. Depois de anos de abandono, o movimento “Retorno do Rei” mobilizou torcedores em 2017 para recuperar o estádio, com rifas, bingos e doações. Em 2019, sob a presidência de Fábio Bentes, o Baenão reabriu oficialmente na Série C, com empate diante do Luverdense-MT.
Hoje, o torcedor azulino vive de memórias e esperança. O Baenão, que já foi fortaleza, aguarda o dia em que novamente verá sua arquibancada pulsar com o rugido do Fenômeno Azul. Afinal, para quem veste azul, o sonho nunca acaba — ele apenas se renova à espera do próximo gol.
