14/08/2025 11h42 – Atualizado há 20 horas
2 Min
Reprodução
Clique aqui para Ler o Resumo
Belém deu início a um mapeamento inédito dos batedores de açaí, que deve alcançar mais de 8 mil pontos de beneficiamento espalhados pela cidade. A ação tem como meta reforçar a segurança alimentar e prevenir casos da doença de Chagas, historicamente ligados ao consumo de polpa contaminada.
Na quarta-feira (13), 850 agentes comunitários de saúde participaram de um treinamento no ginásio Mangueirinho, preparando-se para a etapa de campo, que ocorrerá de 1º a 15 de setembro. Durante esse período, eles visitarão estabelecimentos, farão o cadastramento georreferenciado e repassarão orientações sobre higienização e boas práticas.
O registro será feito por meio da plataforma digital Açaí no Ponto, criada para acelerar o processo e permitir que gestores identifiquem rapidamente as áreas mais vulneráveis. A partir dessas informações, será possível planejar capacitações, fornecer apoio técnico e monitorar a qualidade do produto.
A capital paraense iniciou uma operação inédita para mapear todos os batedores de açaí e ampliar as ações de segurança alimentar. A meta é registrar mais de 8 mil pontos de beneficiamento do fruto em todos os distritos da cidade, prevenindo surtos da doença de Chagas ligados ao consumo de polpa contaminada.
A primeira etapa aconteceu nesta quarta-feira (13), no ginásio Mangueirinho, onde 850 agentes comunitários de saúde receberam treinamento específico. A partir de 1º de setembro, eles irão porta a porta em busca de informações, orientando comerciantes sobre boas práticas de higiene e regras previstas no Decreto Estadual nº 326/2012.
O trabalho será apoiado pela plataforma digital Açaí no Ponto, que permite o registro georreferenciado de cada local visitado. Com a tecnologia, será possível identificar áreas de maior risco, organizar capacitações e oferecer apoio técnico direcionado.
Segundo especialistas envolvidos na ação, o Pará lidera os registros da doença de Chagas no Brasil, com a maior parte dos casos associada ao consumo de açaí mal processado. Com o mapeamento, a prefeitura e órgãos parceiros pretendem planejar estratégias preventivas e valorizar um dos principais símbolos culturais e econômicos do estado.
O papel dos agentes comunitários é considerado decisivo, já que eles mantêm relação próxima com as comunidades, o que facilita o diálogo e a adesão dos trabalhadores ao cadastramento.
Após o levantamento, os dados coletados serão usados para melhorar as condições sanitárias e proteger tanto os consumidores quanto a reputação do açaí paraense.
Com informações do DOL.
